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"Lula decepcionou trabalhadores ao manter o fator"


Sindicalista da saúde em Santos fala algumas verdades sobre ex-presidente Lula... Entrevista foi publicada no jornal Diário do Litoral.

Há poucos dias das eleições, os candidatos à Presidência da República estão tentando explicar como acabar com o Fator Previdenciário, bandeira de luta dos trabalhadores

O Fator Previdenciário, criado em 1999, pelo Governo Fernando Henrique Cardoso, funciona como redutor no cálculo do valor do benefício para desestimular as aposentadorias precoces. Ele subtrai, em média, 30% do valor da aposentadoria. Sua extinção é reivindicação antiga das centrais sindicais. Paulo Pimentel, PP, o mais antigo sindicalista em atividade na região, presidente do Sintrasaúde e diretor regional da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) diz que o ex-presidente Lula teve em mãos a possibilidade de acabar com o redutor, mas preferiu mantê-lo.

DL- O que o senhor está achando dos debates sobre o assunto?
Paulo Pimentel - “Essa discussão não estaria acontecendo hoje se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, de origem operária e que ganhou destaque através do sindicalismo, não tivesse vetado o fim do fator. Lula teve a caneta na mão, em 2010, para acabar com o redutor, mas não o fez. Isto ocorreu após o Congresso ter aprovado seu fim. Mas em vez de sancionar a lei, o ex-presidente Lula preferiu o veto e fez um verdadeiro gol contra os trabalhadores”.

DL- O senhor esteve na votação, em 2010, que aprovou o fim do fator?
Paulo Pimentel- “Sim, junto com o presidente nacional da NCST, José Calixto, acompanhamos as votações. Sei quanto foi difícil a luta no Congresso para derrubar o fator. O ex-presidente Lula teve a grande oportunidade de mostrar que estava ao lado dos trabalhadores e aposentados, que nele confiaram. Foi uma prova de fogo no qual ele foi reprovado”.

DL- Mas foi o Governo FHC quem criou o fator.
Paulo Pimentel- “É verdade, mas é bom lembrar que os governos do PT o mantiveram. E também que quando o ex-presidente FHC, em 1999, criou o fator, o ex- presidente Lula, que naquele tempo era oposição, criticou severamente o redutor de aposentadorias criado pelo seu adversário político.

DL- E como isso ocorreu? Não houve mobilização?
Paulo Pimentel- Nós, sindicalistas, estávamos mobilizados lá em Brasília, em 1998. Conseguimos impor uma derrota ao Governo FHC que, primeiro, tentou introduzir a idade mínima nas aposentadorias. Graças a nossa mobilização, o projeto foi derrotado no Congresso Nacional numa votação difícil, tanto, que foi por apenas um voto de diferença. Não fosse essa mobilização, a idade mínima teria sido implantada naquele ano. Só que no ano seguinte, foi criado pela Lei 9.876/99, o famigerado fator previdenciário. Fomos vencidos em nossa luta”

DL- A esperança do movimento sindical de acabar com o fator ficou então para o Governo Lula?
Paulo Pimentel- “É claro.Tínhamos, pela primeira vez na história, um sindicalista de origem operária no poder. Acreditávamos que ele não teria como vetar uma coisa tão prejudicial aos trabalhadores. Mas, nos enganamos. Ele teve a grande oportunidade de corrigir esta injustiça histórica cometida contra todos os brasileiros, mas vetou o fim do fator. Lula decepcionou os trabalhadores.”

DL- E por que todos presidenciáveis se complicam ao explicarem suas propostas sobre o fim do fator?
Paulo Pimentel - Infelizmente, poucas pessoas conhecem sobre previdência social no País. E os tecnocratas de plantão do Governo Federal plantam a notícia de que o sistema é deficitário, mas nunca comprovam essa tese. Em cima dela falam que o fim do fator vai aumentar o rombo do INSS com risco de se acabar com aposentadorias futuras”.

DL- O fim do fator é bandeira de luta das centrais sindicais, entre elas a NCST, da qual o senhor é diretor. E por que as pressões no Congresso Nacional não estão surtindo efeito?
Paulo Pimentel - “A batalha no Congresso Nacional é árdua e difícil. Mas, por trás estão os tentáculos do Governo Federal, segurando a votação e prejudicando milhões de trabalhadores. Os segurados que se aposentaram nesses últimos 15 anos, sob vigência do fator, tiveram rombo calculado em mais de R$ 80 bilhões. Dinheiro que está fazendo falta nos lares brasileiros. É um direito deles. Contribuiram para isso. E o pior: suas perdas são vitalícias. Serão para toda a vida. Que injustiça maior que essa pode existir neste País?

DL- O Governo tem toda essa influência para impedir que haja a votação no Congresso Nacional?
Paulo Pimentel - “Tem muito poder. Trabalhadores e aposentados já fizeram até vigílias para pressionarem parlamentares. Mas o Governo não permite. Vamos aguardar o novo Governo e o novo Congresso a ser eleito”

SAIBA MAIS
Ele é o mais antigo sindicalista da região

Santista de nascimento e de coração, Paulo Pimentel, presidente do Sintrasaúde, está há 50 anos no sindicalismo. Sua luta é sempre em favor dos trabalhadores. Filho de pai português e mãe pernambucana, foi criado no bairro do Macuco e começou a trabalhar ainda menino. Vive e respira sindicalismo desde os tempos difíceis da ditadura militar e, por várias vezes, escapou de ser preso. Foi juiz do TRT/SP, vereador em Santos e vice-presidente da Câmara. É pai de quatro filhos e avô de dez netos. Um de seus filhos, Fábio, seguiu sua vocação. É presidente do Sindest. Pimentel diz que um dos netos já está no mesmo caminho.

 
 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
Rua Sebastião Ribeiro, 501 - CEP 17.201-180 - Centro - Jaú / SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br