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Mulheres da saúde pouco têm para comemorar e muito mais para batalhar


Edison Laércio de Oliveira*

Mais um 8 de março, mais um Dia Internacional da Mulher. Tradicionalmente, distribuímos nesta data perto de 30 mil rosas vermelhas, numa singela homenagem às profissionais que integram a nossa base territorial e são maioria no setor de saúde. Dedicadas, esforçam-se para executar bem os múltiplos papéis que desempenham diariamente, seja nos estabelecimentos de saúde, junto dos pacientes, buscando aprimoramento profissional, ou como mães, esposas, filhas. Fazem cada coisa com uma galhardia e uma alegria que é contagiante. Não desistem, insistem. Sabem pela convivência diária com a dor que não adianta chorar, melhor mesmo é arregaçar as mangas e encarar cada dificuldade ou empecilho que deva ser vencido.

As próprias dificuldades rotineiras da área da saúde, como falta de recursos, equipamentos e pessoal para a garantia de um atendimento de qualidade são ultrapassados com a missão de lutar para tornar melhor o hoje. Amanhã é outro dia. Tamanha bravura tem seu preço. Muitas profissionais da saúde, para complementar seus salários, acumulam dois empregos e, sem tempo para pensar em si próprias, deixam de batalhar por melhorias que muito iriam contribuir para a sua qualidade de vida.

E é com o objetivo de resgatar a dignidade destas profissionais que a mobilização nacional pela redução da jornada de trabalho e pelo piso nacional da categoria da saúde tende a prosperar. Iniciada pelos sindicalistas da saúde do Estado de São Paulo, a campanha pela jornada de 30 horas para profissionais de enfermagem ganha adesões e caminha para virar lei, caso deixe de ser massa de manobra dos deputados que representam a tal base aliada da presidente Dilma Rousseff. Ela própria, é preciso destacar, selou seu apoio à batalha dos profissionais de enfermagem durante a campanha pré-eleitoral. Precisa honrar a promessa.

Junto como a jornada de 30 horas que daria ‘respiro’ a essas trabalhadoras e trabalhadores que precisam ter tempo, pois ele é sinônimo de qualidade na área da saúde, temos outro projeto que tramita no Congresso Nacional e visa criar o piso nacional para o profissional de enfermagem. Também ele padece de manobras que pretendem jogá-lo nas gavetas empoeiradas onde dormem tantas outras propostas não menos importantes.

Na missão de resgatar o respeito e a dignidade destes profissionais que atuam em setores diversos dos estabelecimentos de saúde, registramos uma vitória simbólica, mas não menos importante. Por meio de lei, aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, tornamos o 12 de maio, Dia Estadual do Trabalhador da Saúde. Tal data é marcada anualmente por sessões solenes nas Câmaras Municipais de dezenas de municípios, os quais homenageiam os profissionais que mais se destacam em seus locais de trabalho.

Além disso, desde 2012, passamos a promover a Passeata Paulista da Saúde, liderada pela Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo. Este ano ela acontece no dia 11 de maio e esperamos que, a exemplo do ano passado, encontre eco junto da população que apóia esta luta que entende ser sua também.

Em passeata pelas ruas centrais das principais cidades paulistas, chamamos a atenção para a nossa luta. No ano passado, o movimento obteve adesão das centrais sindicais União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), que assinaram Termo de Compromisso, no qual se comprometem a lutar pela aprovação dos projetos de interesse dos trabalhadores da saúde. A pressão vai aumentar no Congresso para que os projetos para implantação do piso e das 30 horas para a enfermagem sejam aprovados.

Certamente, tanto o trabalhador da saúde como a população saem ganhando. Com jornada menor, o trabalhador vai sofrer menos estresse no trabalho e estará sujeito a contrair menos doenças profissionais, como depressão e LER (lesão). O trabalhador também terá mais tempo para a família, para o lazer e para se aperfeiçoar.

O cidadão que busca atendimento em hospitais também vai ser beneficiado. Afinal, será cuidado por um profissional de enfermagem mais atento e menos estressado. Todos ganham com a jornada mais humana e salários dignos.

* Edison Laércio de Oliveira é presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo e do Sinsaúde Campinas e Região.
 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
Rua Sebastião Ribeiro, 501 - CEP 17.201-180 - Centro - Jaú / SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br