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Opinião: Todos pela educação, e quem pela saúde?


Até 2022, quando o Brasil completará 200 anos de Independência, não haverá mais déficit de leitos nos hospitais do país, toda instituição será obrigada a aplicar a política nacional de humanização e pelo menos 15% do PIB deverão ser investidos na área da saúde.

Metas fictícias, obviamente, se analisarmos o preocupante estado da saúde pública brasileira, mas que podem começar a sair do mundo da imaginação caso a sociedade realmente se interesse em mudar este panorama.

Foi justamente com esse tipo de discurso arrojado e objetivos muito bem delineados que o Movimento Todos Pela Educação emergiu nove anos atrás, cercado por desconfiança de todos os lados, para em seguida colocar em prática ações que, aos poucos, vão se tornando referência Brasil afora no campo educacional.

Para isso, reuniu algumas das principais personalidades da área da educação, empresários, gestores públicos, alunos e líderes setoriais que se comprometeram a apoiar amplamente essa causa, por meio de ações específicas e relatórios periódicos para verificar se elas estão dando o resultado desejado.

Tida por 77% dos brasileiros como o maior problema do país, segundo o Ibope, a área da saúde infelizmente não tem conseguido se engajar em movimentos dessa amplitude, capazes de trazer avanços significativos em larga escala.

As grandes propostas, invariavelmente, partem de organizações internacionais que nos obrigam a tomar medidas apressadas, sem o devido preparo, apenas para dar uma resposta ao resto do mundo de que estamos nos alinhando às exigências estrangeiras.

Temos visto esse enredo se repetir reiteradas vezes, sem que sejam providenciadas mudanças reais no desolador cenário de sucateamento da saúde pública, cujos efeitos provocam uma reação em cadeia com as mesmas vítimas de sempre: o profissional da saúde, geralmente mal capacitado para atender a população de maneira eficiente e humanizada, e o paciente, a cada dia mais relegado a um mero número nas frias estatísticas.

Algumas iniciativas embrionárias, no entanto, começam a surgir para melhorar este panorama, na tentativa de devolver à sociedade civil o protagonismo das ações nessa área.

A mais recente –e promissora– delas tem se dado no combate ao câncer, capitaneada pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale).

Ao lado de outras 50 instituições, a Abrale formulou a Declaração para Melhoria da Atenção ao Câncer no Brasil, já entregue ao Ministério da Saúde, e indicou o caminho para enfrentar as doenças oncológicas no Brasil, dando origem ao movimento "Todos Juntos Contra o Câncer".

Agora, se quisermos de fato tirar a saúde brasileira da UTI, é necessário ampliar o foco e pensar num movimento mais amplo e ambicioso.

Precisamos desde já reunir os gestores públicos, empresários, associações, entidades de classe e a sociedade em geral para encorajar o debate em torno do "Todos Pela Saúde", sob pena de seguirmos sempre na rabeira do mundo e confabulando sobre metas que seguirão existindo tão somente no mundo da ficção.

Fonte: Folha de S.Paulo / REGINA VIDIGAL GUARITA é empreendedora social, diretora-presidente da Associação Arte Despertar e conselheira do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer

 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
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