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Como sobreviver na crise! Nº 2 - "Declare guerra às dívidas!"



Na semana passada nossa primeira dica foi dirigida aos trabalhadores que têm algum dinheiro guardado. Demos algumas sugestões simples para evitar que o tão sacrificado “pé de meia” evapore diante da escalada da inflação. Nesta semana, no extremo oposto, nossa dica é para quem está sufocado pelas dívidas. Se este é o seu caso, é preciso ser radical: Declare guerra às dívidas!

Em períodos de “estagflação” – estagnação econômica e aumento de preços – o endividamento descontrolado é um problema sério cuja solução exige medidas drásticas e atitude determinada. Quando o custo de vida sobe e o desemprego se torna uma possibilidade real, o mínimo necessário para “enfrentar a tormenta” é uma vida financeira equilibrada. Mas afinal, como se livrar das dívidas? Aí vão sete passos.

1º passo – Organize-se!
Organização é a palavra de ordem. A primeira coisa a fazer é um levantamento do “tamanho do problema”. Liste TODAS as suas dívidas! Considere desde as grandes dívidas (parcelas de financiamentos, cartão de crédito, carnês, empréstimos bancários, etc.), até as pequenas despesas do dia-a-dia, como cafezinhos e pequenos lanches. Seja rigoroso e anote tudo, de despesas pessoais às despesas da casa (aluguel, condomínio, prestações, supermercado, energia elétrica, água, etc.).
Em seguida, classifique as suas contas por valor, data de vencimento e custo da dívida que corresponde ao montante de juros pagos em cada caso. Isso te dará uma noção do peso e da urgência de cada compromisso.
Por fim, liste também as suas receitas, o dinheiro que entra mensalmente: salários, rendimentos financeiros, recebimentos de alugueis, etc. Contraponha suas receitas e suas despesas mensais. Ainda faremos um artigo sobre “orçamento familiar”, mas o essencial é que suas despesas estejam sempre abaixo dos seus rendimentos.

2º passo – Crie hábitos mais econômicos
Como dissemos, você nunca deve gastar mais do que ganha. Para tanto, com base no levantamento das suas despesas, identifique os pontos que permitem “uma retenção de custos”. Em tempos de inflação alta é fundamental criar hábitos mais econômicos. Por exemplo, com o custo da energia elétrica e da água quase dobrando no último ano, alguns hábitos podem fazer uma grande diferença no final do mês: banhos mais curtos, tirar da tomada os eletrodomésticos que não estiverem sendo utilizados, passar toda a roupa da semana de uma só vez, utilizar a máquina de lavar menos vezes por semana e com ciclos mais curtos, etc.
Essas pequenas mudanças são fundamentais, pois liberam recursos para quitar as suas dívidas mais rapidamente, o que nos leva ao terceiro passo.

3º passo – Substitua!
Ainda no esforço de “liberar” recursos para pagar as dívidas, é essencial que você, ao menos até quitar as contas, faça o máximo de substituições que puder. Vamos listar algumas:
- Troque de supermercado. Procure fazer suas compras em estabelecimentos mais econômicos. Pondere também a distância entre as lojas e sua casa, evite gastar com deslocamentos e combustível.
- Troque de marcas. Não seja fiel a marca alguma, dê preferência às mais econômicas e aos produtos com maior rendimento. No caso de frutas e vegetais escolha sempre os da época, os quais costumam ter melhor preço.
- Pare de comer fora. Faça o máximo de refeições em casa. Se possível leve “marmita” para o trabalho.
- Use menos o carro. Considere a possibilidade de utilizar mais o transporte público ou fazer alguns trajetos a pé ou de bicicleta. Aliás, esta é uma opção saudável, ecologicamente correta e você ainda economiza o dinheiro da academia.
- Mude o plano do seu celular. Avalie a possiblidade de um plano menor, ou mesmo pré-pago.
- Troque sua internet. Opte por um plano mais modesto.
- Cancele a TV a cabo. Tente assistir apenas a programação da TV aberta. Aliás, o ideal mesmo é assistir menos TV, você precisa de tempo para organizar sua vida financeira!

4º passo – Venda alguma coisa!
Avaliar se existe algum objeto ou pertence pouco utilizado que possa ser vendido para levantar recursos. Atualmente, é possível vender praticamente qualquer coisa, mesmo que usadas, pela internet. Existem vários sites que disponibilizam gratuitamente este serviço: Mercado Livre, OLX, Bom Negócio, Enjoei, etc.
Outra possibilidade, mais drástica, é trocar o seu carro por um modelo mais modesto e utilizar a diferença financeira para quitar as dívidas.

5º passo – Pague primeiro as dívidas mais caras
Com os passos anteriores você terá maior controle sobre a sua situação financeira e terá condições de identificar quais as contas mais críticas e também os possíveis cortes e substituições que “liberem recursos” para quitação das dívidas. Agora você deve selecionar quais contas irá pagar primeiro. Sim, você terá que deixar algumas coisas sem pagar por hora! E qual conta pagar primeiro? Dê sempre preferência às mais caras.
Para determinar quais são as contas mais caras você deve levar em conta duas coisas. Primeiramente veja quais delas têm custo financeiro mais elevado, quais cobram taxas de juros e multas por atraso maiores. Essas devem receber prioridade absoluta, pois se negligenciadas tornam-se uma “bola de neve”. Os grandes vilões aqui são o cartão de crédito e o cheque
especial. Em segundo lugar, priorize as contas de maior valor, essas são as que têm maior margem para negociação, o que nos leva ao 6º passo.

6º passo – Renegocie suas dívidas
É fundamental que você renegocie suas dívidas, buscando obter descontos, parcelamentos e melhores condições. Quanto maior o valor da dívida, maior o potencial de renegociação. Você talvez se surpreenda, mas em tempos de crise econômica e crescimento das taxas de inadimplência as empresas, bancos e credores têm todo o interesse em renegociar dívidas. De seu ponto de vista, é sempre melhor conceder alguns descontos no valor dos juros e aumentar o parcelamento, viabilizando o pagamento, do que correr o risco de nunca o receber.
Procure então o banco, a financeira ou mesmo a loja e solicite uma renegociação de débitos. Explique sua situação e, se possível apresente um “plano” para a quitação de suas contas. Essa “boa vontade” pode render bons resultados. Outra vantagem da renegociação de débitos é que, antes mesmo de pagar, o seu nome já é liberado das listas de negativação de crédito.

7º passo – Troque suas dívidas por outras melhores
Tente trocar suas dívidas por outras melhores, com juros, multas e taxas menores. Para se ter uma ideia, dívidas com cartão de crédito e crédito especial podem ter taxas de juros rotativas acima de 300%, em alguns casos. É sempre mais negócio substituí-las pelo crédito pessoal cujos juros não costumam passar de 100% ao ano, ou, melhor ainda, pelo empréstimo consignado em folha, o qual, devido ao baixo risco, tem juros ao redor 30% ao ano.
Uma vantagem secundária desta substituição é a centralização das contas num único boleto, o que pode facilitar o controle. Funciona assim, utiliza-se o valor financiado no consignado para quitar a maior quantidade de obrigações possível. Nos meses acordados, paga-se somente as parcelas do consignado, com melhores taxas e prazos mais alongados.
O melhor mesmo, dependendo da situação, seria recorrer a um familiar ou amigo que possa ajudar. Nesse caso não haverá custo com juros o que permitirá que sua situação financeira seja resolvida mais rapidamente. Entretanto, caso opte pode por essa saída, se possível coloque no papel os termos e condições para a devolução do empréstimo. Isso pode evitar chateações futuras, pois como diz o ditado “combinado não sai caro”. Além disso, não meça esforços para pagar seu amigo ou parente na data combinada. Quando isso acontecer, agradeça pela ajuda e demonstre sua amizade com um presente. Seja consciente, impropérios financeiros vem e vão, não valem nunca a perda de uma amizade!
Bem pessoal, por hoje é isso. Espero que essas dicas sejam úteis. Um abraço e boa sorte!

*Por Luiz Fernando Alves Rosa – economista do Dieese, da subseção da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo.

 
 
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