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Prefeitura de Itapuí quer assumir gestão do Hospital e Maternidade São José


06/11/2015

 

FONTE: COMÉRCIO DO JAHU

A prefeitura de Itapuí pretende adotar duas medidas que praticamente inviabilizarão a gestão do Hospital e Maternidade São José pela diretoria que atualmente administra a unidade. A primeira é a transferência de todos os partos a partir de 15 de novembro para a Santa Casa de Jaú.
A segunda é que o próprio município assuma a gestão do hospital. Para isso, o Executivo encaminhou projeto de lei à Câmara para criar a Fundação Municipal de Saúde. Usuários dos serviços de saúde em Itapuí acreditam que as medidas não trarão benefícios (leia texto).
O prefeito da cidade, José Eduardo Amantini (PSDB), afirma que os R$ 196 mil mensais transferidos pelo Executivo ao hospital custeiam praticamente todos os custos de serviços prestados. “A gestão financeira já é feita pela prefeitura, só falta a gestão administrativa”, diz.
Segundo Amantini, desde março há tratativas com a direção da unidade para mudança da gestão. Em recente comunicado, a entidade aponta que a complexidade da gestão hospitalar criou entrave para a continuidade do formato atual de atendimento. A direção do hospital apoiou a transferência do serviço para Jaú.
 
Funcionários
 
Em relação à realização dos partos, o contrato de prestação de serviço com a Santa Casa de Jaú deve ser assinado na tarde de hoje, com validade a partir de 15 de novembro. O Comércio apurou que Bocaina, Brotas e Torrinha mantêm parceria semelhante com o hospital jauense e Dois Córregos negocia contrato.
Atualmente, a prefeitura de Itapuí destina R$ 41 mil por mês ao Hospital São José para o nascimento de crianças. No contrato firmado com o hospital jauense o custo será de R$ 2,3 mil por cesariana e de R$ 2,090 mil por parto normal. O número médio de nascimentos na cidade é de 13 por mês (veja quadro). Para efeitos de estatística, as crianças que nascerem em Jaú continuarão a ser contabilizadas para Itapuí (veja quadro).
De acordo com o prefeito, os pré-natais e o transporte das mães até Jaú serão bancados pelo município. Os exames serão feitos na própria cidade. Amantini diz que falhas no serviço obstétrico no plantão a distância levaram o Executivo a optar pela Santa Casa de Jaú, hospital referência para a região. “Nosso intuito é que as crianças e as mães tenham equipe completa de obstetra, anestesista e pediatra”, afirma.
Sobre a gestão do hospital, a proposta da prefeitura é que o Executivo assuma a administração, mantenha os 28 funcionários e pague um aluguel mensal pelo uso do prédio. “Nesse modelo não há risco de fechamento para o hospital”, diz o prefeito da cidade.
O projeto enviado à Câmara para discussão e votação cria a Fundação Municipal de Saúde. O órgão ficaria encarregado de administrar o hospital. Caso a matéria seja rejeitada no Legislativo, o prefeito pretende tomar outras medidas e não descarta uma intervenção. O intuito de Amantini é que o Executivo assuma a direção do hospital em janeiro do ano que vem.

Mulheres discordam

Para mulheres que utilizam serviços do Hospital e Maternidade São José e de unidades de saúde mantidas pela prefeitura de Itapuí, as mudanças que deverão ser adotadas pelo Executivo não trarão benefícios.
A dona de casa Ana Natália Romão, 22 anos, conta que seus dois filhos (de 2 anos e de 8 meses) nasceram no hospital de Itapuí e que foi muito bem atendida e com acompanhamento de pediatra. “O complicado é as mães terem de ir para Jaú”, diz. “Para mim, o atendimento está bom do jeito que está.”
Ana procurou anteontem pediatra em unidade de saúde situada no bairro Irmãos Franceschi e não encontrou. A solução foi se dirigir ao Hospital São José, onde conseguiu atendimento para o filho menor.
A dona de casa Patrícia Vieira, 28 anos, também passou pelo hospital para ter os quatro filhos, com idade entre 5 e 14 anos. Conta que os partos transcorreram sem problemas. Para ela, a maternidade não deveria fechar as portas na cidade.
 
Contra
 
O mesmo entendimento tem a dona de casa Margareth Fernandes, 47 anos. “É uma péssima ideia fechar a maternidade”, comenta.
Na opinião da lavadora de túmulos Roseli Cristina de Souza Mello, 48 anos, as medidas que a prefeitura pretende tomar não devem ter bom resultado. Como justificativa, aponta que faltam médicos e medicamentos em unidades mantidas pelo poder público. 
 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
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