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Mulheres são as mais afetadas pelo desemprego no Brasil


08/03/2016

As mulheres apareceram no último balanço divulgado de 2015 como as mais afetadas pelo aumento do desemprego no Brasil. As informações são do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A última Pnad (Pesquisa Nacional de Domicílios) apontou que 4,6 milhões de brasileiras estão desempregadas, o que representa 52% do total de desocupados no País. Os números são referentes aos meses de julho a setembro de 2015.
 
A professora Carmen Miguele, da FGV/EBAPE (Faculdade de Admistração da Fundação Getúlio Vargas), relata que o desemprego maior entre as mulheres se deve ao fato dos empresários, na maioria das vezes, pensarem a curto prazo.
 
— Pensam sempre em como reduzir custos e nunca em gerar valor. Como as mulheres têm mais chance de sair de licença-maternidade e têm que equilibrar a jornada dupla, na hora de um aperto ou crise econômica as empresas preferem demitir mulheres.
 
Miguele também relata que o desemprego feminino tem que ser olhado dentro de um espectro maior.
 
— A miséria no mundo tem gênero, quase 90% dos miseráveis no mundo são mulheres e crianças com menos de dez anos dependentes dessas mulheres.
 
A professora da PUC-SP, Rosa Maria Marques, explica que o desemprego maior entre pessoas do gênero feminino em crises econômicas é um fenômeno histórico que já foi registrado na década de 70 durante uma crise que travou o ritmo de desenvolvimento de países industrializados.
 
— O desemprego vai reaparecer no cenário internacional nos anos 70 durante a crise [do petróleo entre 1973 e 1979]. Quando o desemprego ocorre esse fenonômeno aparece e os primeiros a serem demitidos na Europa foram mulheres e pessoas com pouca experiência.
 
O Brasil está em 85º lugar no ranking que mede o nível de igualdade de gênero desenvolvido pelo Fórum Econômico Mundial. Quando o tema é igualdade de salário em cargos similares, o País aparece em 133º lugar.
 
De acordo com os dados divulgados na mesma Pnad, as mulheres brasileiras recebem em média R$ 1.539 enquanto os homens ganham R$ 2.044. Para a Carmen Miguele, o problema da diferença de salários é porque as mulheres ocupam postos mais baixos no mercado de trabalho.
 
— A massa salarial feminina é menor porque as mulheres não têm acesso às melhores posições. Isso significa que você tem um viés discriminatório já no acesso [ao mercado de trabalho].
 
Outro fato destacado pela professora da FGV é de que mesmo as mulheres que ocupam cargos maiores conseguiram isso, na maioria das vezes, explorando outras mulheres de classes sociais mais baixas.
 
— As poucas mulheres do Brasil que conseguem chegar ao topo [do mercado de trabalho] é porque elas já saíram de uma posição de vantagem. São de uma minoria mais rica que consegue contratar babás e empregadas para conseguir competir no mercado num nível de mais igualdade.
 
Fonte: R7
 
 
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