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Morte de auxiliar de enfermagem por paciente é caso isolado, diz secretaria


A Secretaria de Saúde de Sorocaba (SP) informou nesta sexta-feira (8) que o paciente psiquiátrico suspeito de matar um auxiliar de enfermagem a facadas no bairro do Éden não faz parte do programa de desinstitucionalização, que prevê o fechamento de hospitais psiquiátricos. Durante coletiva de imprensa, o secretário municipal de saúde, Francisco Fernandes, afirmou que o caso foi isolado e que está estudando medidas para melhorar a segurança nesses casos. O corpo do profissional foi enterrado nesta sexta-feira, em Guapiara (SP).

"Foi uma fatalidade, uma dor que a gente sente. Mas é um processo que não pode parar pela magnitude. E tem outro lado da moeda; quantos pacientes morreram dentro das instituições de saúde mental sem poder falar o que passavam", explicou.
Segundo o diretor do sindicato da categoria, Milton Sanches, a vítima aplicava medicação em um paciente de uma unidade dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) quando foi atingido por uma facada no tórax. O auxiliar de enfermagem chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
 
Antônio Carlos de Matos tinha 31 anos trabalhava como técnico de enfermagem do Caps há um ano e meio. Foi atacado pelo paciente com uma faca de cozinha. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Sorocaba e região lamentou a morte do profissional. "Há uma preocupação, uma revolta entre os trabalhadores da saúde, e não apenas com os que trabalham em psiquiatria. Em todas as áreas. O que queremos é uma solução no sentido de dar estrutura para absorver esse caso grave", disse Milton Sanches.
A Polícia Militar afirmou que Matos conhecia o autor, já que realizava o atendimento na casa dele quinzenalmente. No entanto, durante um surto, o paciente se trancou com o auxiliar de enfermagem em um quarto e o esfaqueou. O suspeito foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) com restrição psiquiátrica, assim, ficará separado dos outros detentos.
A Secretaria de Assuntos Jurídicos apresentou um histórico do paciente. O agressor de 41 anos sofria de esquizofrenia desde os 13. Já foi internado várias vezes, a última em 2014 no hospital Teixeira Lima. O paciente é acompanhado pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) desde fevereiro do ano passado. Ele recebia visitas domiciliares de acordo com as orientações do Ministério da Saúde.
"Ele não era um paciente da institucionalização. Portanto, ele não tem relação. O fato desse processo não tem nada a ver com esse caso", afirmou o secretário municipal de assuntos jurídicos, Maurício Freitas.
 
'Tragédia anunciada'
O Sindsaúde classificou como "tragédia anunciada" a morte do auxiliar. "Ele foi lá para salvar uma vida e encontrou a morte”, afirmou o presidente, Milton Sanches.
O caso gerou, inclusive, uma discussão entre as entidades do setor sobre a maneira com que estes cuidados são realizados. De acordo com o presidente do sindicato, a falta de condições adequadas de trabalho pode ter levado a morte do profissional.
 
"Há uma preocupação grande não só do setor de psiquiatria,  porque nós [funcionários da saúde] estamos trabalhando sem condições e sem segurança nenhuma. Nós pensamos na saúde dos pacientes, nas famílias, já que a mãe desse rapaz deve estar sofrendo muito. Mas queremos que procurem uma solução no sentido de dar estrutura aos casos graves porque igual a ele, tem muito", afirmou.
 
Apesar do incidente, o presidente do fórum de luta antimanicomial concorda com o fechamento dos hospitais psiquiátricos. "É impossível, do ponto de vista científico, associar que a pessoa com transtorno mental seja mais violenta que uma pessoa sem transtorno mental. O caso tem tomado uma proporção muito ruim. Não dá, de maneira alguma, para associar a desinstitucionalização em Sorocaba com esse desfecho", afirmou o fundador da entidade, Lúcio Costa.
A Secretaria de Saúde afirma que não pretende interromper o processo de desinstitucionalização porque se trata de uma decisão judicial imposta ao município. Mas entende que esse é um momento de ampliar as discussões sobre os casos mais complexos envolvendo pacientes.
 
Fonte: G1
 
 
 
 
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