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Dirigentes sindicais e doutor em sociologia abrem 18º Encontro Paulista da Saúde


  
 
O salão de eventos da Colônia de Férias Firmo de Souza Godinho, em Praia Grande, esteve lotado na noite de 17 de outubro para a abertura do 18º Encontro de Dirigentes Sindicais e Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo. Cerca de 200 pessoas entre dirigentes sindicais e trabalhadores da saúde estiveram presentes nos debates acerca da entrada do capital internacional na saúde e do desmonte dos direitos trabalhistas.
Abrindo os trabalhos, o presidente da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo, Edison Laércio de Oliveira, destaca a importância de momentos de debates promovidos pelo Encontro para idealizar maneiras de como melhorar o setor da saúde. “Este encontro é a oportunidade de os dirigentes sindicais se aprofundarem num assunto de interesse da categoria e contribuir para encontrar soluções para salvar a saúde. Sem uma boa política de saúde e investimentos adequados não teremos saúde de qualidade. Este é um momento de nos unir para encontrar este caminho”, diz o presidente da Federação, Edison Laércio de Oliveira.
Vários especialistas estiveram presentes na abertura do Encontro para debater sobre a entrada do capital internacional e o processo de terceirização nos direitos trabalhistas. “Temos dezenas de projetos graves no Congresso Nacional que atingem gravemente o trabalhador brasileiro. Um dos mais importantes deles é o Projeto de Lei 4330/04 que intensifica ainda mais o desmonte dos direitos trabalhistas ao terceirizar não só as atividades-meio das empresas, mas também as atividades-fim. Isto significa que podemos sofrer a curto ou médio prazo uma precarização geral em toda a classe trabalhadora”, destaca o professor Geraldo Augusto Pinto, doutor em Sociologia pela Unicamp e professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná.
O professor mostrou ao público estudos de filósofos e economistas consagrados como Karl Marx e Max Weber para ressaltar que os interesses dos grandes capitalistas são divergentes aos interesses dos trabalhadores. “Quanto mais se avança na flexibilização dos direitos trabalhistas e no enfraquecimento das atividades sindicais, dois processos impulsionados por empresários, grande mídia e políticos, mais se estabelece o único direito que os donos do capital nacional e internacional ambicionam para os assalariados: o direito de viver para trabalhar”, reforça o professor Geraldo Augusto Pinto.  
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), e Canindé Pegado, secretário da UGT, também presentes na abertura do 18º Encontro, falaram sobre a situação do movimento sindical e afirmaram acreditar que o esforço para salvar a saúde é luta constante do povo brasileiro e das centrais sindicais. Patah conta sua história como sindicalista nas redes de supermercados e mostra como o capital internacional ganhou força nas últimas duas décadas.
“O ramo de mercados é um grande exemplo de como o Brasil vem perdendo com a entrada do capital internacional. Antes da ditadura militar, das dez maiores redes de supermercado no Brasil, as dez eram brasileiras. Em 1995, diminuiu para nove e após 20 anos nenhuma rede de supermercados essencialmente brasileira está no TOP 10 das maiores no Brasil. Isto significa que todo o mercado nacional, de todas as áreas, está sujeita à exploração de grandes capitalistas internacionais, com a aval de empresários e políticos brasileiros”, frisa Patah.
“Tenho um profundo carinho e admiração pelos trabalhadores da saúde, pois estes trabalham a favor da vida dos pacientes. Vocês, profissionais da área, merecem muito mais em razão do trabalho humano que desempenham diariamente. Estamos aqui para discutir métodos para melhorar a vida dos trabalhadores, principalmente os da saúde, que enfrentam grandes resistências dos patrões e do capital internacional”, ressalta Patah.
Já Canindé Pegado diz que o movimento sindical se encontra em situação de desvantagem para defender os direitos trabalhistas e pede mais mobilização para todos os trabalhadores neste período de desmonte da CLT. “É sempre importante enfatizar que os patrões são contra nós, os banqueiros são contra nós, os grandes jornais estão contra nós, o governo é contra nós, o Congresso Nacional é contra nós e isto faz com que os próprios trabalhadores se virem contra o movimento sindical. Isto não pode continuar assim, pois os sindicatos são as únicas armas do trabalhador contra o abuso, contra o desemprego e contra esta onda de terceirizações que está arruinando a vida do assalariado. Recentemente foi feita uma reunião com oito centrais sindicais, onde foi definido o que será feito a partir de agora. Vamos pra ruas defender o povo e precisamos do apoio do trabalhador para pressionar não só os empresários e defender os nossos direitos, mas também os políticos para que de uma vez por todas governem a favor dos trabalhadores e não contra”, reforça Pegado.
 
 
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