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Promover saúde é dever universal


Por Edna Alves
Presidente do Sindicato da Saúde de Jaú e Região e 1ª secretária da Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo

A principal ferramenta para a promoção da saúde do trabalhador na área da saúde é a Norma Regulamentadora 32 (NR-32). Criada graças ao empenho da nossa Federação, esta norma
tem a fi nalidade de estabelecer as diretrizes para implementar medidas de proteção à segurança e à saúde dos profi ssionais da saúde.
Mas nem de longe a NR-32 consegue mudar o triste panorama dos companheiros da saúde. Não pela ineficiência das normas, mas sim pelo desprezo dos gestores e administradores da saúde em adotá-las.
Por mais cobranças e denúncias que as entidades de defesa da classe façam esta coletânea de normas nunca é seguida à risca.
O empregador não fornece as condições mínimas de trabalho, ignora o fornecimento de uniformes e equipamentos de proteção individual, não promove capacitações aos empregados e raramente contabiliza eventuais acidentes de trabalho. Em suma, nossos colegas da saúde estão expostos a riscos físicos, biológicos e psicológicos no ambiente de trabalho.
Diante da experiência nossa no setor e com base na pouca bibliografia sobre o assunto é possível afirmar que estresse e depressão estão no topo da lista dos males do trabalhador da saúde. O número insuficiente de profissionais para lidar com os pacientes nos hospitais, a sobrecarga de trabalho, o desgaste emocional e até mesmo o assédio moral são algumas causas que afetam a saúde do trabalhador.
Podemos citar ainda condições físicas impróprias, falta de capacitação profi ssional, falta ou mau uso dos EPIs, exposição a substâncias tóxicas, jornadas excessivas com rodízios e horas extras além da conta, também fazem parte da lista de problemas que verificamos nas visitas aos serviços de saúde.
Além disso, tem funcionários com múltiplos empregos por causa dos baixos salários, falta de acompanhamento psicológico, ineficiência no registro das comunicações de acidentes de trabalho....
Tudo isso cria um cenário onde falar em “promover a saúde do trabalhador” parece uma utopia. Faltam muitas iniciativas para dar ao profissional da área a saúde que ele precisa para cuidar da saúde dos outros. Falta fiscalização, faltam autuações para combater as irregularidades, falta humanidade aos patrões. Para esta lista infindável de problemas faltam soluções.
Mas, para começar, recomendamos que os hospitais ofereçam a sua equipe de trabalho um acompanhamento psicológico. Funcionários deprimidos, irritados, estressados, pressionados, sobrecarregados e, certamente com problemas familiares, requerem ajuda profissional. Sabemos que não é ‘frescura’ cuidar da mente. É necessário ter uma mente sã para que o corpo também esteja sadio.

 
 
SindSaúde
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