Jaú   •  
   Página Inicial
   Associe-se
   Atendimentos
   Aniversariantes
   Acordos
   Aviso Prévio
   Recolhimento da Contribuição Sindical
   Convenções Coletivas
   Colônia e Clube
   Código de Ética
   Convênios
   Contribuições Online
   Cursos / Palestras
   Diretoria
   Eventos
   Espião Forceps
   Fale Conosco
   Galeria de Fotos
   História
   Homologação
   Links Úteis
   LEI: Auxiliar x Técnico
   Localize
   Notícias
   Seguro de Vida
   Sindicato Forte
   Telefones Úteis
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Boletim de Conjuntura do DIEESE


 
"Nenhuma das "pernas" da economia está com vigor para andar"
 
 
Esta publicação pretende apresentar uma fotografia do cenário econômico do país e das perspectivas para 2017.
 
Como temos dito, infelizmente as perspectivas não são boas. Conforme o IBGE divulgou recentemente, em 2016 o PIB brasileiro teve queda de 3,6%. Além disso, houve aumento do desemprego que chegou a 12% da População Economicamente Ativa, crescimento da Dívida Bruta do Governo que chegou a 69,5% do PIB e aumento da capacidade ociosa das empresas, que já se situa em 24% da capacidade instalada.
 
O que tudo isso significa?
 
Significa que a economia brasileira NÃO CRESCERÁ em 2017, simples assim. Se crescer, será muito próximo de zero e não significará melhoria alguma na vida real.
 
Estamos sendo pessimistas?
 
Não, apenas realistas! Nenhuma das "pernas" da economia está com vigor para andar. O desemprego, aliado ao endividamento das famílias e ao medo do desemprego, impede o Consumo de andar. A capacidade ociosa da empresas torna pouco factível que as mesmas façam investimentos. Porque investiriam se não conseguem utilizar a capacidade instalada que já têm? Por fim, o aumento da dívida bruta do Governo impede que o Estado atue como indutor do crescimento por meio de investimentos estatais e gastos sociais.
 
A economia, é bem verdade, tem um forte componente psicológico. Se os agentes econômicos "acreditarem" que as coisas vão melhorar começam a rodar a roda da economia, pautados nas expectativas de dias melhores e no crédito. O problema é que a complicada situação política do país, com a imprevisibilidade da Lava a Jato, impedem a formação de um clima positivo que possibilite a construção de uma saída. A classe política nacional, mais preocupada em salvar a si própria, também não ajuda, muito pelo contrário!
 
E o Governo, não faz nada?
 
O Governo aposta numa política ortodoxa de cortar despesas para liberar o Orçamento. O problema é que não mexe no principal componente do Orçamento que é a dívida pública. Em 2016, o déficit primário das contas públicas (sem contar despesas com juros) foi de 2,47%. Se considerarmos o déficit "total" (contando os juros), o resultado foi 8,93%. Isso mostra que a principal causa do crescimento da divida pública e da paralisia do Estado frente à crise são as despesas financeiras.
 
Dito isso, não precisa ser economista para entender que é nesse ponto que o governo deveria investir suas forças. Seria necessário uma "reforma da dívida pública", que revisse contratos, alongasse prazos e reduzisse custos de juros.
 
Ao invés disso, o Governo gasta suas fichas políticas para empreender reformas que prejudicam os trabalhadores e o povo, como a Reforma da Previdência que tornará praticamente impossível se aposentar nesse país. Além disso, também encaminha uma reforma trabalhista que provavelmente tornará mais precárias as condições de trabalho do brasileiro.
 
E sabe o que é pior? Mesmo se forem aprovadas, tais reformas não resolverão o problema do país. A reforma da previdência não resolverá o endividamento do Estado, que já virou uma bola de neve e a reforma trabalhista não reverterá as expectativas do empresariado. O empresário não investirá e não contratará se não tiver certeza que haverá demanda para o seu produto e consequentemente, lucro. Mesmo que uma reforma precarizante reduza as custos do trabalho, o empresariado permanecerá inerte até a inversão das expectativas econômicas. O corte de gastos públicos e a retirada de direitos trabalhistas e sociais são medidas pró-cíclicas que só aprofundarão a crise econômica. Reduzem renda e gastos sociais, enfraquecendo ainda mais a demanda. Ou seja, um grande tiro no pé!!!
 
Então não tem solução?
 
Mantidas as circunstâncias atuais, se não surgir nada de novo, creio que só as ruas salvam o país e sua economia. A economia é cíclica e mais cedo ou mais tarde (talvez BEM MAIS TARDE) as forças de mercado induzirão ao crescimento. Até lá, contudo, a barbárie já poderá ter se instalado. Se nada fizermos, ressurgiremos ao final da baixa do ciclo econômico como uma sociedade mais pobre e mais injusta!
 
Boa leitura!
Atenciosamente,
 
LUIZ FERNANDO ALVES ROSA
Economista DIEESE
Subseção Federação dos Trabalhadores da Saúde do Estado de São Paulo
 
 
SindSaúde
Rua Sebastião Ribeiro, 501 - CEP 17.201-180 - Centro - Jaú / SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br