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Risco de febre amarela leva à interdição de pontos turísticos no interior de SP


04/04/2017

Ao menos cinco espaços de visitação turística estão interditados em municípios do interior de São Paulo em razão do risco da febre amarela. Todos ficam em áreas rurais e registraram casos da doença em pessoas ou a confirmação do vírus em macacos mortos. Em Campinas, a prefeitura suspendeu a visitação na Mata de Santa Genebra, declarada Área de Relevante Interesse Ecológico pelo governo federal, depois de ter sido confirmada a doença em três dos onze macacos achados mortos na região. 
A medida é temporária, mas deve durar ao menos 15 dias. Nesse período, será feito o monitoramento dos primatas. A mata, no distrito de Sousas, é refúgio para duas espécies de macacos: o bugio e o macaco-prego. O bugio está ameaçado de extinção no Estado e tem sido a principal vítima da febre amarela. Também foi suspensa a visitação ao Observatório Municipal Jean Nicolini, em Joaquim Egídio, procurado para observação do espaço através de telescópio ou a olho nu. A agenda estava lotada, com reservas apenas para o segundo semestre.
Já a administração do Tênis Clube de Campinas (TCC) decidiu interditar a sede de campo, na mesma região, depois de terem sido encontrados macacos mortos, no dia 31, um deles no interior do clube. Não há prazo para o local ser liberado e, quanto isso acontecer, os sócios serão comunicados, informou a diretoria. Em razão das interdições, comerciantes do polo turístico e gastronômico de Sousas e Joaquim Egídio reclamam do esvaziamento do público e dos prejuízos. Alguns estabelecimentos passaram a oferecer repelentes para os clientes, mas ainda assim tiveram queda de até 50% no movimento.
Náutico. Em Américo Brasiliense, continua interditada a estrutura campestre do Clube Náutico de Araraquara, que atende dez mil associados. A medida foi tomada depois que dois frequentadores tiveram confirmada a doença - um deles morreu, o outro, uma criança, ainda está internado. Conforme comunicado do Conselho de Administração divulgado no site, nesta segunda-feira, 3, foram apresentadas à Vigilância Sanitária de Américo Brasiliense, município onde se localiza a sede de campo, as medidas destinadas a reduzir os riscos de transmissão da doença.
Após a análise, em conjunto com o Ministério Público Estadual, a Vigilância vai decidir se libera a frequência ao clube, que ainda permanece interditado. Em Bady Bassit, as trilhas da Mata dos Macacos foram fechadas, depois que vários primatas foram achados mortos no local. A mata fica na divisa com São José do Rio Preto e os turistas tinham o hábito de alimentar os macacos. O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Primatologia lembram que os macacos são considerados aliados do homem no combate à febre amarela, pois não transmitem a doença e sinalizam a presença do vírus quando adoecem.

Fonte: Estadão 

 
 
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