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Sete habilidades que você precisará ter no novo mundo do trabalho flexível


22/11/2017
 
Érica Fraga/Folha de S.Paulo 
 

Você nunca pensou em se arriscar a abrir um negócio próprio por achar que não teria vocação para isso. Pois bem-vindo a uma nova era em que muitos de nós precisaremos desenvolver habilidades semelhantes às dos empreendedores quer tenhamos desejado isso ou não.

O mercado de trabalho que nós adultos conhecemos passará por uma profunda transformação na esteira de robotização, flexibilização de regras trabalhistas e aposentadoria mais tardia.

O script de uma carreira no mercado de emprego formal —para quem teve a sorte do acesso a uma educação de qualidade— envolvia, até então, escolher uma profissão, caprichar em uma formação na área, procurar vagas, se dedicar a compreender a dinâmica de processos seletivos.

Os profissionais bem-sucedidos nessas etapas entravam no universo do trabalho com endereço e horários fixos, supervisão presencial de um chefe, almoços e bate-papos nos cafés em momentos mais ou menos programados, metas razoavelmente claras.

Aos poucos se aperfeiçoavam nas tarefas específicas da carreira que escolhiam, buscavam um ou dois cursos de especialização ao longo dos anos e, caso se destacassem, progrediam na carreira.

Com "homeoffice", novos arranjos de terceirização, contratos intermitentes, menos degraus hierárquicos nas empresas, maiores tetos de aposentadoria, negociações diretas entre funcionários e chefes e o surgimento de tecnologias cada vez mais avançadas, outra dinâmica surgirá.

No Brasil, ainda não conseguimos visualizar todas as consequências da recente reforma trabalhista. Mas parece restar pouca dúvida de que a flexibilização será a nova tônica.

Segundo especialistas, as habilidades requeridas de muitos profissionais se assemelharão aos talentos esperados de um empreendedor. Eis aqui uma lista das características mais comentadas por quem acompanha o tema de perto:

 

1) Autogestão do tempo

Essa é uma das principais mudanças que vêm pela frente. No trabalho flexível, as horas tendem a ser distribuídas entre casa, empresa, cafés; entre manhã, tarde, noite.

Há quem goste das madrugadas. Eu, atualmente, trabalho até em pequenos intervalos sentada na lanchonete da escola dos meus filhos (com fones de ouvido enormes, claro).

A dica de especialistas é ter sempre uma lista de tarefas, por ordem de prioridade. Isso diminui o risco de se perder em meio a muitas obrigações —principalmente para quem prestar serviços para mais de um empregador— e o infinito universo da distração digital.

 

2) Usar as redes sociais a seu favor

Continuando no universo digital, ele poderá ser um dos seus maiores aliados ou piores inimigos. Tudo dependerá do equilíbrio que você encontrar entre conversa fiada nas redes sociais e o uso do tempo on-line para resolver problemas, adiantar questões de trabalho, mobilizar sua rede de contatos para fins profissionais, tirar e esclarecer dúvidas.

Ninguém propõe que abramos mão das possibilidades de conexão para distração e lazer, mas que a balança penda mais para o prato da produtividade do que do passatempo.

 

3) Maior planejamento financeiro

Para aqueles que migrarem de carteiras de trabalho assinadas (com direitos como décimo terceiro, férias e FGTS, no caso do Brasil) para outros contratos mais flexíveis, a gestão do próprio dinheiro será crucial.

Em contratos autônomos, com renda variável, alguns meses podem ser de bonança e outros de penúria. Administrar bem esse fluxo de caixa se torna essencial nesse contexto.

O aumento da longevidade, em sistemas previdenciários depauperados, também exigirá maior poupança para a velhice.

 

4) Aprender a barganhar

Trabalhadores com contratos flexíveis precisarão ser negociadores hábeis.

Atualmente, quem tem carteira assinada negocia aumento salarial individualmente uma vez ou outra, por exemplo, como quando recebe proposta para mudar de emprego.

Aqueles que se tornarem prestadores de serviços precisarão fazer isso com muito mais frequência. Esse tipo de negociação envolve saber enfatizar a qualidade do seu trabalho e exige estar muito antenado nas tendências de mercado.

 

5) Conversar bem com diferentes públicos

O ponto 4 é um exemplo especifico da capacidade de comunicação, que dará vantagem aos profissionais que a dominarem de forma mais ampla.

Com a eliminação de cargos hierárquicos no mercado de trabalho, tem ocorrido o que alguns estudiosos chamam de "esvaziamento do meio" ou "mediano acabou".

A comunicação entre trabalhadores tende a se tornar mais direta, horizontal. Se você é um especialista que antes se reportava a um gerente, talvez precise conversar diretamente com um diretor (ou vários).

 

6) As máquinas serão cada vez mais inteligentes

Elas poderão competir pelos nossos empregos, como destaquei na coluna da semana passada, mas também ser assistentes que aumentem nossa produtividade.

Aprender mais sobre o universo digital —raspagem de dados, armazenamento de informação em nuvem, codificação— e suas possíveis aplicações em sua área de atuação é imprescindível.

 

7) Disposição constante para a aprendizagem

Estudiosos dizem que, se antes deveríamos aprender certos conteúdos, agora precisamos aprender a aprender novos conteúdos, já que novos conhecimentos surgem com grande velocidade e trabalharemos por mais anos.

Saber a melhor forma de pesquisar e criar filtros para receber informações é um caminho. Buscar novas especializações ao longo da vida laboral também pode ajudar.

*

Sem dúvida, são tempos desafiadores de muita insegurança. Um possível efeito colateral positivo para quem se ajustar à nova realidade é mais qualidade de vida. Horas flexíveis podem abrir espaço para maior convívio familiar. Só o tempo nos dirá, no entanto, se esse cenário é ilusório ou factível.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

 
 
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