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Funcionários do Hospital Thereza Perlatti pedem socorro e podem fazer greve


Profissionais não receberam pagamento, só tiveram 40% da primeira metade do abono e correm o risco de não receberem mais nada até o fim do ano

Sem receberem o salário de novembro e com apenas 40% da primeira parcela do décimo terceiro no bolso, funcionários da Associação Hospitalar Thereza Perlatti estão pedindo socorro. Na manhã desta segunda-feira (11/12) os funcionários da lavanderia e da manutenção interromperam seus serviços para reunião com o Sindsaúde de Jaú e Região. Existe a possibilidade de decretação de greve no hospital

A presidente do Sindsaúde, Edna Alves, orientou os trabalhadores sobre os trâmites legais para que a greve seja decretada – funcionários queriam cruzar o braço já hoje. O Departamento Jurídico do sindicato começou a oficializar o hospital e as autoridades sobre a possibilidade da greve. Uma assembléia geral será realizada na quarta-feira para que os trabalhadores se manifestem sobre os próximos passos.

“Passa nossa surpresa logo de manhã funcionários pararam para reclamar da falta de pagamento. O sindicato esteve no hospital, se reuniu com os administradores para discutir o problema. A informação é de que o governo do Estado não fez o repasse de R$ 350 mil necessários para se fazer o pagamento da folha salarial. Em seguida, reunimos os trabalhadores do apoio, da manutenção e parte da enfermagem para explicar que o hospital não tem previsão de quando vai fazer o pagamento”, disse Edna Alves.

Dinheiro da faculdade - O sindicato já tinha essa informação de que o repasse não tem previsão de ser feito, ao ligar diretamente na Secretaria da Saúde na semana passada. Segundo Edna Alves, a administração do hospital estaria tentando antecipar os valores a receber do aluguel do prédio à Unoeste.

Esse seria um paliativo para conseguir recursos necessários para quitar o décimo terceiro salário e resolver o atraso nos salários. Segundo o administrador do hospital, o aluguel corresponde a R$ 13 mil mensais. O objetivo é antecipar o pagamento dos próximos três anos. Assim o Hospital Thereza Perlatti poderia fazer caixa para pagar as despesas com a folha salarial.

Risco de prisão - Entre os funcionários do Perlatti, alguns estão sem poder pagar pensão e correm o risco de serem presos. Outros já estão pagando multa de aluguel , carnês e outras contas. A pedido do Sindsaúde, o hospital vai analisar o caso dos que devem a pensão para evitar um mal ainda maior ao trabalhador.

No manifesto dos funcionários, eles pediram ajuda para que o sindicato interceda perante as autoridades para tentar liberar os recursos bloqueados pelo governo do Estado (o repasse deveria ter ocorrido até o fim de novembro).

Bola de neve - No mês de novembro também teve atraso no pagamento dos salários – só ocorreu depois que o sindicato fez um protesto na porta do hospital. O pagamento aos 300 funcionários foi feito no dia 16 de novembro, um dia após o protesto. A preocupação de Edna Alves é com a “bola de neve” que está sendo criada, uma vez que o abono está atraso, o pagamento de novembro também, e no dia 20 de dezembro teria de ser paga a segunda parcela do abono e, no quinto dia útil de janeiro, vence o pagamento do mês de dezembro.

  

  

  

 
 
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