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Dia da mulher é oportunidade para comparar


Passados 110 anos, as mulheres ainda buscam igualdade

Sirlene Nogueira*
 

Impressionante como a evolução acontece a passos lentos. Chega mais um Dia Internacional da Mulher. E a história se repete. Sabe há quanto tempo? No mínimo 110 anos. Isto se não levarmos em consideração que já no final do século 19 a pauta era debatida por muitos segmentos e países e, claro, em especial pelas mulheres.

Eu mesma já cometi o equívoco de dizer que o Dia Internacional da Mulher foi criado a partir de 1911. É verdade que as histórias remetem a criação do Dia Internacional da Mulher a este ano. O imaginário diz que a data teria surgido a partir de um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova Iorque, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas. As pesquisas mostram que o incidente ocorrido em 25 de março de 1911 é uma das muitas marcas da trajetória das lutas feministas ao longo do século 20, mas também é verdade que os eventos que levaram à criação da data são bem anteriores a este acontecimento.

Tudo começou, na verdade, no final do século 19. Naquele tempo, num espaço de 24 horas, 15 eram dedicadas ao trabalho. Além do salário medíocre, as poucas horas que sobravam – 9, exatamente -, tinham que ser dividas entre os afazeres domésticos, como limpar a casa, lavar e passar roupa, cozinhar, cuidar do marido e dos filhos e, se possível, dormir.

As primeiras organizações femininas, oriundas de movimentos operários, protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos. Com razão. Os novos valores introduzidos pela Revolução Industrial levaram as mulheres a greves. Reivindicavam melhores condições de trabalho, como a redução da jornada e o fim do trabalho infantil, o que também era comum. Mulheres e homens já iam para a labuta levando seus filhos aos quais cabia a tarefa de contribuir no orçamento doméstico.

Mas parece que de lá para cá andamos a passos de caracoleta, aquele caracol que é considerado a espécie mais lenta do mundo em movimentos. A comparação seria confirmada pelo filósofo Sócrates (470 a.C. - 399 a.C.) que há tanto tempo dava especial importância às mulheres e dizia que elas deveriam ter acesso a uma educação “tão completa quanto os homens”.
Pensava que essa elevação das mulheres, ao mesmo “status” dos homens, na sociedade não era um favor, mas sim uma manifestação de justiça. Isto porque, para ele, não havia diferença entre capacidades intelectuais em geral entre homens e mulheres, como revela estudos do professor de Direito, Eduardo Luiz Santos Cabette, em artigo publicado no jus.com.br.

O filósofo Sócrates defendia que as mulheres deveriam, como já acima frisado, ter acesso amplo à formação e à educação, bem como “ocupar posições de responsabilidade na sociedade”. A única limitação vislumbrada por ele, ao menos como regra, era a desigualdade de força física.  Não obstante, nada impediria, segundo seu pensamento, que aprendessem a cavalgar e inclusive fossem treinadas como guerreiras, se assim o quisessem e tivessem vocação. Seu desiderato era “um sistema que permitisse às mulheres desenvolver suas mentes e habilidades e perceber seu potencial”. Não via impedimentos para que ocupassem postos de comando.

Passado o tempo, se Sócrates estivesse por aqui veria que conseguimos evoluir em algumas áreas, enquanto em outras continuamos tão atrasados quanto no seu tempo.

Temos, é verdade, muitas mulheres em posto de comando, muitas outras ocupando funções que exigem força física e ainda aquelas gabaritadas para presidir empresas, ocupar outras posições estratégicas e desenvolver habilidades que antes não se designavam a elas.

Ainda existe uma longa estrada para ser percorrida por homens e mulheres. Segundo pesquisas, de 142 países, o Brasil ocupa a posição 124 no ranking que mede as diferenças de salários entre homens e mulheres. As diferenças são grandes.

Elas avançaram nos cargos de liderança, mas na média geral apenas 19% dos postos são preenchidos por mulheres. A questão cultural ainda prevalece, principalmente quando falamos de empresas imaturas, que possuem gestão fraca e cultura de diversidade inexistente.

A questão continua a ter grande importância e o 8 de março, comemorado como Dia Internacional da Mulher, deve ser um estímulo ao debate e à reflexão sobre o que é preciso ser feito e os passos a serem dados rumos à igualdade de gênero nos diversos campos da vida. O que é justo e um passo decisivo à real evolução não apenas das mulheres, mas, sim, da humanidade.

*Sirlene Nogueira – jornalista, especialista em Comunicação Estratégica com o Mercado é diretora executiva da Domma Comunicação Integrada.

 
 
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