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Grevistas da Santa Casa de Bariri comemoram vitória no Tribunal e encerram paralisação


 
- Vitale vai ter de pagar os dias parados dos grevistas
- Foi obrigada a garantir estabilidade de 90 dias a eles,
- Terá de pagar multa de 6% (3% nos meses de junho e 3% em julho) por causa dos sucessivos atrasos nos salários
- E se comprometeu no TRT a pagar pelo 60% dos salários no quinto dia útil de abril e maio; e 40% entre os dias 15 e 25
- Turno da noite volta ao trabalho após assembleia
 
Os grevistas foram os grande vitoriosos na greve de 10 dias realizada na Santa Casa de Bariri, administrada pela Organização Social Vitale Saúde. Eles obtiveram decisão favorável na audiência de conciliação realizada na tarde desta quarta-feira (21/03) no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-15) em Campinas. O turno da noite voltou ao trabalho.
"Tivemos uma decisão favorável para os trabalhadores da saúde que lutaram contra o atraso no pagamento de salários", comemora a presidente do Sindsaúde de Jaú e Região, que foi acompanhada na audiência pelo advogado Nilton Agostini Volpato e pelo presidente da Federação Paulista da Saúde, Edison Laércio de Oliveira. "Os funcionários aceitaram os termos. Era o que podíamos conseguir de melhor."
Os grevistas vão receber pelos dias parados, terão direito a receber multa pelo atraso no pagamento, garantiram estabilidade do emprego, mas vão ter de se contentar com o pagamento parcial dos salários nos próximos dois meses (60% no quinto dia útil) e 40% entre os dias 15 e 25, quando o SUS repassar os valores do convênio com o hospital.
 
GREVE LEGÍTIMA - No início da audiência os representantes da Vitale se mostraram intransigentes e não queria acordo de forma alguma. A Vitale recusava pagar em dia os salários, recusava pagar os dias parados dos grevistas, não queria pagar multa pelo atraso de até 15 dias nos salários e não admitia oferecer estabilidade para os grevistas.
O Sindsaúde por sua vez não abria mão de direitos básicos do trabalhador da saúde, que há quatro meses recebe o pagamento sempre com atraso, em alguns casos com 14 dias depois do quinto dia útil. A presidente do Sindsaúde, amparada pelo dirigente da Federação e pelo jurídico, argumentava que os trabalhadores não queriam nadam mais do que o básico.
Por fim, o juiz mediador fez uma proposta para evitar que a greve fosse levada a julgamento - o que poderia levar cerca de 3 meses ou mais. Após "chorar" muito, a Vitale acabou cedendo e a decisão final foi favorável aos grevistas. Uma assembléia na noite deste dia 21, na Santa Casa, deliberou pelo fim da greve e pelo imediato retorno ao serviço.
 
PONTOS PRINCIPAIS - "É o que tem para hoje", brincou um funcionário, considerando uma vitória a conciliação no TRT. Ficou decidido que a Vitale vai pagar os dez dias parados dos grevistas. A Vitale também se comprometeu a garantir estabilidade de 90 dias a todos os funcionários que cruzaram os braços em protesto.
Caberá ainda à Vitale pagar aos menos 60% dos salários no quinto dia útil do mês, ficando os outros 40% para até o dia 25, ou antes, se o SUS repassar os recursos do convênio.
Em todo caso, a Vitale vai pagar multa de 6% dos salários de cada empregado, diretamente ao mesmo, em duas parcelas de 3%, junto com as folhas de junho e julho. Pela convenção a multa seria o juro da poupança, mas conseguimos ir além e saímos com um multa bem maior a favor dos funcionários.
Edna Alves lembra que neste mês de março foi pago apenas 30% do salário no sexto dia útil, sendo que o objetivo da Vitale era evitar a greve marcada para três dias depois. Os 70% restantes foram pagos só no dia 15 de março. Em fevereiro, o pior, o pagamento ocorreu com 14 dias de atraso.
 
Fotos da tarde enquanto esperavam resultado da audiência, ainda na tenda da greve; e à noite na assembleia que deliberou pelo fim do protesto
 
  

 
 
SindSaúde
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