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Região de Franca pode perder direitos na área da saúde


fonte: Federação da Saúde

 

Sindicatos patronais quer acabar com direitos dos trabalhadores de Franca e Região a começar pela jornada especial de trabalho 
 
Os trabalhadores da saúde representados pelo Sinsaúde de Franca, que engloba as cidades de Guará, Ituverava, Ipuã, Miguelópolis, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Igarapava e Franca estão em risco de perder seus direitos mais importantes.
 
Jornada especial de trabalho é um deles. Os patrões querem voltar as 220 horas para todo mundo. E muitos outros benefícios também estão em risco real de serem jogados no lixo se não houver uma reação dos trabalhadores fortalecendo a luta da diretoria do Sinsaúde Franca e Região.
 
Como todos sabem, março é a data-base da categoria na região, é quando o Sindicato negocia os direitos, tanto para manter os que já conquistou em Campanhas Salariais anteriores, como negocia novos avanços que possam garantir a evolução efetiva dos trabalhadores da saúde. 
“Mas tanto a manutenção, quanto as novas conquistas somente virão se todos se unirem e demonstrarem de forma clara que exigem respeito e valorização. Se todo mundo ficar quieto, o risco de perda é muito grande e é real”, destaca a presidente do Sinsaúde Franca e Região, Elaine da Silva Amaral. 
 
A pauta de reivindicações apresentada pelo Sindicato dos Trabalhadores aos Sindicatos Patronais possui 97 cláusulas com direitos importantes para a categoria. 
 
As reuniões de negociação tiveram início, mas somente no dia 16 de março, o primeiro sindicato que representa o setor empresarial/filantrópico, no caso o Sindicato das entidades Filantrópicas,  se manifestou e apresentou uma proposta que foi rejeitada pelos trabalhadores em assembleias realizadas na quarta, 21, na sede do Sindicato, às 9 e às 14 horas. 
 
Sob protestos, os profissionais da saúde deixam claro que não vão permitir retrocesso e vão seguir lutando contra os desmandos na área da saúde e pela evolução efetiva da categoria.  
 
 
 
Reivindicações dos trabalhadores x Proposta dos patrões  
 
Das 97 cláusulas que integram a Pauta de Reivindicações da Campanha Salarial 2018/19, a diretoria do Sindhosfil apresentou proposta para as cláusulas que são consideradas as mais importantes pelos trabalhadores. “Isto não significa que eles vão concordar com as demais, apenas querem mostrar as suas reais intenções em relação aos trabalhadores. Portanto, vamos ficar atentos”, alerta Elaine Amaral. 
 
 
Sindicato  pede audiência de mediação no TRT-15 para buscar um acordo com os Sindicatos Patronais 
 
Outra atitude tomada pela diretoria do Sinsaúde Franca e Região foi pedir ao Tribunal Regional do Trabalho da 15 ª Região (TRT-15) o agendamento de uma audiência de conciliação entre os representantes dos trabalhadores e os represetantes dos estabelecimentos de saúde. 
De acordo com o vice-presidente da entidade, Luiz Carlos Vergara o pedido foi feito logo após a realização das assembleias com os trabalhadores, 
 
“Nós precisamos tomar providências urgentes, pois queremos celebrar acordo com todos os representantes da área da saúde, mas isso só vai acontecer se for mantido o respeito aos direitos conquistados e a abertura para que possamos negociar o avanço dos direitos trabalhistas”, destaca Vergara.
 
 
 
Reforma trabalhista é o pivô do atraso proposto pelos patrões
 
Vergara ainda lembra aos trabalhadores que a reforma trabalhista proposta pelo governo e aprovada pelo Congresso Nacional é a responsável pelo atraso pretendido pelo setor patronal. 
Muitas vezes, os trabalhadores não acreditam que haverá perdas relevantes em seus direitos e luta pouco ou nem se manifesta quando querem tirar seus direitos. Infelizmente a ameaça é real e quando menos se espera os direitos foram água abaixo ou, melhor, foram para o lixo. “Com relação a reforma trabalhista pouco se pode fazer, pois já foi aprovada, mas em relação a Campanha Salarial ainda está em tempo de mudar e reverter este quadro. É só os trabalhadores cruzarem os braços se isto for necessário para garantir seus direitos”, conclui ele.  
 
 
 
Sinsaúde Franca tem o apoio da Federação Paulista da Saúde
 
Os trabalhadores da região de Franca não estão sozinhos nesta batalha. A diretoria e a categoria contam com o apoio da Federação Paulista da Saúde, entidade na qual o sindicato é filiado e acompanha as negociações, visando a obtenção de um acordo justo. 
 
O presidente da entidade, Edison Laércio de Oliveira, alerta que erram os trabalhadores que se poscionam contra o Sindicato, pois estes vão sofrer as consequências desta postura. “Patrão só pensa nele e nos lucros que possa ter. E os trabalhadores se quiserem avançar em seus direitos terão de se unir ao Sindicato e cada um fazer a sua parte”.  
 
Edison lembra ainda que no ano passado, o sindicato conquistou a reposição da inflação e também aumento real para os trabalhadores, além de manter todos os direitos preservados. Fortalecido com o apoio dado pela Federação Paulista da Saúde, que representa mais de 700 mil trabalhadores da saúde no Estado de São Paulo, Sinsaúde Franca e Região negociou com os sindicatos patronais e mobilizou os trabalhadores. Foi assim que conseguiu assinar três Convenções Coletivas de Trabalho (CCTs) – Sindhosp, Sinamge e Sindhosfil –, que atendem a mais de 4 mil trabalhadores na região de Franca. “O acordo assinado com os sindicatos patronais garantiu um benefício de relevância para os profissionais da saúde: a conquista da cesta básica de alimentos, o que representou um aumento real, em média, de 5% nos salários dos trabalhadores da saúde”, destaca ele, lembrando que agora, para ir além, os trabalhadores têm de estar junto do Sindicato. 
 
 
 
Matérias Publicadas no Jornal Saúde e Luta Nº 36 - Ano XXII - Março de 2018
 
 
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