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Os políticos se digladiam e os pobres sofrem


A inflação despencou, as taxas de juros baixaram, o PIB subiu. A economia brasileira está, sem dúvida, muito melhor do que um ano atrás. A renda da população, no entanto, continua em queda, especialmente entre os mais pobres.
 
Segundo o IBGE, o rendimento mensal dos menos favorecidos –os 5% mais pobres, que somam 4,5 milhões de pessoas – caiu quase 40% no ano passado, para apenas R$ 47.
 
O dado é assustador e nos traz uma pergunta aflitiva: por que a recuperação da economia não está chegando a quem mais precisa?
 
Os americanos costumam definir a atual situação brasileira como uma “jobless recovery”, que, traduzido para o português, significa “recuperação sem trabalho”. Esse fenômeno geralmente ocorre após uma recessão e é caracterizado por um avanço da atividade sem criação de postos de trabalho.
 
Na maior parte das vezes, é consequência da maior cautela dos empresários, que preferem acrescentar horas extras nas fábricas do que voltar a contratar. Mas, afinal, o que mantém os empresários receosos?
 
Algo difícil de medir, mas fácil de reconhecer: incerteza.
 
Pesquisadores do IBRE/FGV coletam mensalmente uma série de dados –ocorrência de palavras-chave no noticiário, dispersão das projeções dos economistas, variação das ações– para construir um Índice de Incerteza da Economia (IIE).
 
Os resultados têm sido alarmantes, embora não sejam exatamente uma surpresa para quem acompanha a miríade de “presidenciáveis”. O IIE está hoje 15% acima da média histórica, abaixo dos 30% do período pré-impeachment de Dilma, mas no mesmo patamar de 2002, antes da primeira eleição de Lula.
 
Desde aquela época, nenhum outro período eleitoral prometia ser tão turbulento. Em 2006 e em 2010, quando Lula foi reeleito e fez sua sucessora, o indicador ficou 6% abaixo da média histórica. Em 2014, que já foi uma eleição mais disputada, 4% acima.
 
“A neblina daqui até 2019 ainda é muito espessa. Ninguém vai se arriscar a investir ou contratar”, diz Bráulio Borges, economista-chefe da LCA Consultores. A opinião de Borges é compartilhada pela maior parte dos empresários com quem esta colunista vem conversando.
 
Nos próximos meses, o país vai parar para ver os jogos da Copa do Mundo e para assistir os políticos se digladiando. Será uma briga feroz para ocupar o vácuo de poder deixado pelos escândalos envolvendo as lideranças do PT e do PSDB. Enquanto isso, sofrem os mais pobres. Só no ano passado foram 1,5 milhão de miseráveis a mais.
 
Raquel Landim
Jornalista formada pela USP, escreve sobre economia e política.
 
 
Fonte: Folha de SP
 
 
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