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Reforma trabalhista enfraquece o sindicalismo brasileiro


Desde que a reforma trabalhista entrou em vigor são os trabalhadores brasileiros que estão sofrendo as consequências.

O resultado disso é menos ações na justiça do trabalho, pois o trabalhador pode arcar com as custas em caso de perder uma ação trabalhista, precarização do trabalho e o enfraquecimento dos sindicatos.
 
Esse último tem refletido principalmente na negociação coletiva.
 
Em pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) constatou queda nas convenções coletivas registradas no Ministério do Trabalho. Até junho deste ano, o número de convenções caiu 29% quando comparado ao primeiro semestre de 2017.
 
O presidente interino da Força Sindical, Miguel Torres, em artigo diz que “enfraquecer os sindicatos significa desamparar os trabalhadores e as trabalhadoras na relação capital e trabalho”.
 
As empresas têm feito de tudo para tirar o sindicato das discussões com os trabalhadores e nisso inclui a homologação. Com a reforma trabalhista, as homologações não precisam mais do sindicato e muitos empregadores nas discussões das convenções coletivas querem retirar a homologação no sindicato.
 
Um exemplo, é a convenção coletiva do Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação (Sindpd) que até o momento não finalizou a convenção coletiva, porque o sindicato patronal insiste em tirar a homologação e outros direitos conquistados dos trabalhadores.
 
O sindicato é historicamente importante na atuação em defesa dos trabalhadores e o que querem hoje é acabar com o sindicalismo.
 
“O sindicato não luta só pelo salário, pois cada cláusula do acordo coletivo de trabalho é importante e deve ser respeitada. São as exaustivas rodadas de negociações que garantem melhores condições de trabalho, atendimento médico e odontológico, creche, material escolar, parceria com laboratórios, descanso e lazer, colônia de férias, entre outros benefícios”, escreveu Miguel Torres.
 
O sindicalismo brasileiro, mesmo com essas dificuldades continua lutando para se fortalecer o movimento sindical e defender os trabalhadores brasileiros.
 
Fonte: Redação Mundo Sindical
 
 
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