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Seminário da UGT-SP começa com debates sobre sindicalismo, reforma, política e custeio


31/07/2018

Evento reúne sindicalistas e convidados de todo o Estado de São Paulo em Praia Grande

Com uma mesa de trabalhos composta por sindicalistas e convidados, a UGTSão Paulo deu início na tarde desta segunda, 30 de julho, no Centro de Lazer da Fecomerciários em Praia Grande, ao Seminário da Central Paulista que durante três dias discutirá três temas básicos: sindicalismo na conjuntura nacional, negociações coletivas pós-reforma trabalhista, e custeio das entidades sindicais. Até dia 1° de agosto serão ministradas dez palestras e uma série de debates para um público de mais de 300 pessoas de todo o Estado de São Paulo, inscritas pelos sindicatos filiados.

O Sindicato da Saúde de Jaú e Região e o Sindicato dos Comerciários de Jaú também estão presentes no evento. A dirigente da saúde, Edna Alves, acompanha de perto os debates e vê uma das ações do sindicato que preside virar temas das discussões: a decisão do Ministério Público do Trabalho de entender que só tem direito aos benefícios o trabalhador que contribui com o sindicato. Esse foi o entendimento do MPT de Bauru numa ação de funcionários do Hospital Amaral Carvalho que perderam a cesta básica após assinarem carte de oposição ao sindicato.

Fizeram parte da mesa de abertura, composta depois da execução do Hino Nacional, o presidente em exercício da UGT-SP, Amauri Mortágua, que abriu oficialmente o Seminário, e os coordenadores especiais da Central:Débora Ferreira Machado, secretária de Organização; Francisco Xavier da Silva Filho, secretário-geral; Rogério José Gomes Cardoso, secretário de Finanças e Marcísio Mendes de Moura, secretário de Comunicação.

Os coordenadores: Aristeu Carriel, 1° vice-presidente; José Gonzaga da Cruz, secretário de Assuntos Jurídicos; Daniela Gomes de Sousa, secretária da Juventude; Edson André dos Santos Filho, secretário de Formação; Márcia Regina R. Caldas Fernandes, Regionais; Francisco Soares de Souza, 2° vice-presidente; Edna Maria de Andrade, secretária da Mulher.

Convidados que fizeram parte da mesa: Lia Marques, presidente em exercício da Fecomerciários; Edison Laércio de Oliveira, presidente da Federação da Saúde; Miguel Torres, presidente da Força Sindical e Ricardo Patah, presidente na UGT Nacional.

Discursos

Todos os componentes da mesa fizeram discursos sobre as expectativas do Seminário e as diretrizes que vão surgir para que o movimento sindical enfrente a reforma trabalhista, que tira direitos, precariza o trabalho e tenta sufocar as entidades sindicais. Confira o que os dirigentes falaram:

Amauri Mortágua: “Esse seminário tem o objetivo de estabelecer diretrizes após a legislação trabalhista que reforcem a importância das convenções coletivas, as saídas para o sindicalismo e a necessidade do custeio para que as entidades possam lutar pela manutenção dos direitos dos trabalhadores”.

Lia Marques: “Esse evento da UGT-SP é de tirar o chapéu. Isso mostra que as Centrais não podem ficar acuadas.Como dizemos, na Fecomerciários, juntos somos mais fortes, e essa reforma não vai nos derrubar. Precisamos lutar unidos. Parabéns ao Amauri e  toda a diretoria da UGT-SP”.

Miguel Torres:“Brasil passa por uma profunda crise estrutural. Contra os trabalhadores, tudo pode; contra os poderosos, nada pode. Movimento sindical tem que buscar unidade para vencer essa luta. Categorias como os metalúrgicos, comerciários e muitas outras estão em plena campanha salarial, e temos que estar bem discutir e negociar benefícios e direitos para nossos trabalhadores. Opatronato está unido há muito tempo, e temos que nos unir também para conquistar alguma coisa. Se não fizermos isso, os trabalhadores vão ter muitas dificuldades. Por isso é importante termos custeio para fazer esse trabalho.Movimento sindical precisa salvar os sindicatos para depois ajudar os trabalhadores, senão os trabalhadores vão perder junto com nós todos os seus direitos. Precisamos ter um a contribuição justa, que fortaleça os sindicatos”.

Torres também criticou decisões do governo de abertura total de setores importantes do mercados, especialmente os que levam à desindustrialização do País. “Estamos caminhando para ser uma Nação de apertador de parafusos”.

Edson Laércio: “UGT-SP busca como fazer um novo modelo sindical. Viemos aqui discutir isso, como conquistar essa novíssima forma de fazer sindicalismo. A escolha do novo presidente da República não resolve o problema de ninguém. Precisamos eleger congressistas que defendam os trabalhadores.

Nós temos que buscar a contribuição sindical no seio da categoria, senão ela é quem vai perder junto com sua entidade sindical. Por isso, esperamos sair daqui com muitos conhecimentos para vencer mais essa crise que a reforma trouxe para as entidades sindicais, o movimento sindical e os trabalhadores”.

Débora: “Estamos vivendo um momento difícil, mas sou otimista. Em muitas outras situações nós nos erguemos, portanto, estamos  acostumados a emergir das cinzas. É nas ruas que vamos mostrar pra que viemos. Vamos pra rua dia 10 de agosto, o Dia do Basta, protestar contra as reformas neoliberais. Vamos fazer um movimento de luta. Precisamos mostrar que o movimento sindical está vivo. A outra oportunidade é nas eleições, vamos votar em pessoas que defendam nossos interesses, dos trabalhadores, não podemos manter esse Congresso Nacional pelego como o que aí está”.

Francisco Xavier: “O momento é triste, cruel. Mas as Centrais Sindicais e todas as entidades sindicais devem defender os trabalhadores com luta, trazer os trabalhadores para dentro das entidades, sindicaliza-lo. Sindicato tem que encarar os trabalhadores, olhar em seus olhos. Vamos fazer nosso papel no dia 10 de agosto, vamos mobiliza-los, levar pra rua, lutar pelos seus direitos”.

RogérioJosé Gomes: “Estamos no pior momento do movimento sindical, mas temos que encontrar caminhos para sair dessa situação. Com esse Seminário, a UGT-SP quer apontar caminhos para manter os direitos dos trabalhadores, reconquistá-lo, e nossa união valoriza e fortalece o nosso trabalho”.

Marcísio: “Precisamos fortalecer nossa luta, nos reerguemos, organizar nossas bases. Para ajudar nisso, a UGT-SP acaba de colocar seu site no ar, para aumentar a comunicação da entidade com seus filiados e esses com seus trabalhadores. Precisamos da colaboração de todos os dirigentes para fomentar essa ferramenta para fazer a UGT-SPampliar a luta a favor dos trabalhadores”.

Aristeu Carriel: “Movimento está tendo uma gripe muito forte. Está à beira de uma pneumonia que pode levar à morte. Estamos acuados pela mídia. Precisamos reverter essa situação. Porquetambém não usamos a mídia em nossa defesa? Temos que ir à luta”.

Patah:“Neste momento tão difícil, a Central Estadual busca caminhos para seus filiados. Vejo como uma oportunidade de termos um pilar da nosso sociedade, que é o movimento sindical. Na ditadura, movimento enfrentou as balas, mas mostrou que até a ditadura acaba, será que não temos condições de enfrentar um governo como o atual? Vamos valorizar o que é bom para o movimento sindical, para os trabalhadores. Hoje, existem 14 milhões de desempregados e 5 milhões dedesalentados. Além das reformas neoliberais, como a trabalhista, a tecnologia está acabando com o emprego, como o e-commerce no comércio. Essa iniciativa da UGT-SP é importante para subsidiar o caminho que vamos tomar. Temos que ter coragem de enfrentar as diversidades”.

José Gonzaga: “Vivemos tempos bicudos, tempos difíceis. Reforma trabalhista veio para acabar com os direitos, com os sindicatos, com o emprego. O Mutirão do Emprego que fizemos em julho, oferecendo mais de duas mil vagas, numa primeira fase, e mais duas mil agora dia 6 de agosto, ajuda muita gente. Mas a inteligência artificial afeta todo mundo, dos comerciários aos bancários, e aprofunda o desemprego. Precisamos lutar contra isso. Mas lutar mesmo!”

Daniela Gomes:“A UGT-SP sai na frente ao realizar um Seminário como esse. Mulheres e jovens sãoos mais prejudicados nas relações dotrabalho. Precisamos sair daqui com caminhos, diretrizes para lutar pelos trabalhadores”.

Edson André: “Há nove meses estamos vivendo sobre a sombra da reforma trabalhista. Mas estamos sobrevivendo. Portanto, estamos unidos aos trabalhadores. Movimento sindical não vai acabar de forma alguma enquanto houver dirigentes que defendam os trabalhadores”.

Márcia Caldas:“Todos os que estão aqui vieram atrás deinformações, conhecimentos, para nos fortalecer, nos unir. Em cima desse fortalecimento, temos que reinventarmos. Trabalhador sabe dos seus direitos, mas por conta da mídia, muitos ficam em dívidas, por isso, por mais que serviços e benefícios que oferecemos, ainda temos dificuldades. Por isso, precisamos trazer os trabalhadores para dentro das entidades. Por isso, precisamos ficar mais fortes”.

fonte: UGT-SP



  

 
 
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