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Coren-SP lança 3ª sondagem sobre violência contra profissionais de enfermagem


04/09/2018
  
 
Uma sondagem recente do Coren-SP com 4.107 profissionais de enfermagem do estado de São Paulo mostrou dados alarmantes sobre violência ocorrida nas unidades de saúde.
 
Dentre os respondentes da sondagem, 76,7% declararam ter sofrido violência nos últimos três anos durante o exercício profissional – 46,8% declararam ter sido violentados mais de uma vez neste período.
 
“É inadmissível para nós pensar que essas agressões estão acontecendo. Isso tem levado a comunidade da enfermagem a adoecer, temos inúmeras licenças, afastamentos, burnout e outras doenças”, disse a presidente do Coren-SP, Renata Pietro, durante coletiva de imprensa de lançamento da sondagem, realizada na sede do Coren-SP na manhã desta terça-feira (4/9).
 
Com a presença de profissionais de enfermagem que já foram vítimas de agressão, como os enfermeiros Maria Lucia Bortolucci e Wagner Batista  e a auxiliar de enfermagem Emilly Santos e de representantes da imprensa, a coletiva serviu como alerta à sociedade para a questão da agressão.
Os dados da sondagem foram mostrados pelo segundo-secretário do Coren-SP, Paulo Cobellis, que destacou o fato de 66,3% dos respondentes terem afirmado receberam agressões por parte de pacientes  e 60,1% por parte de parentes de pacientes (essa questão admitiu mais de uma resposta).
 
Também chama a atenção o fato de 77,1% dos profissionais agredidos não terem feito qualquer tipo de denúncia. O motivo dado para isso foi a falta de apoio da instituição (55,8% dos casos) e sensação de impunidade (55% dos casos).
 
“É preciso criarmos mecanismos de denúncia para que os casos sejam oficializados. Com toda a certeza temos uma subnotificação dos casos de violência a profissionais de enfermagem. Isso tem que acabar”, sentenciou Cobellis.
 
Ato
Depois da coletiva de imprensa, conselheiros do Coren-SP, profissionais de enfermagem e funcionários fizeram um ato contra a violência na porta da autarquia. Vestindo máscaras e levantando cartazes, eles pediram o fim das agressões que acometem os enfermeiros, obstetrizes, técnicos e auxiliares de enfermagem, além de outros profissionais da saúde. 
fonte; coren-sp
 
 
 
 
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