Jaú   •  
   Página Inicial
   Associe-se
   Atendimentos
   Aniversariantes
   Acordos Coletivos
   Aviso Prévio
   Recolhimento da Contribuição Sindical
   Convenções Coletivas
   Colônia e Clube
   Código de Ética
   Convênios
   Contribuições Online
   Cursos / Palestras
   Diretoria
   Eventos
   Espião Forceps
   Fale Conosco
   Galeria de Fotos
   História
   Homologação
   Links Úteis
   LEI: Auxiliar x Técnico
   Localize
   Notícias
   Seguro de Vida
   Sindicato Forte
   Sisnaturcard
   Telefones Úteis
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Lava Jato da Educação pode mirar onde quer e acertar onde não quer


20/02/2019

Na última sexta-feira (15), o jornalista Luis Nassif publicou artigo no Portal GGN analisando como o anúncio de uma suposta Lava Jato na Educação, uma parceria entre os ministros da Educação, Ricardo Vélez Rodrígues, e da Justiça, Sérgio Moro (usando a marca que o tornou conhecido como juiz), representa a inauguração oficial do estado policial no Brasil. “Não há fato definido, não há crime relatado. A própria denominação é o indício mais evidente de que haverá uma movimentação política na área”, escreveu o jornalista.

Segundo ele, a estratégia é óbvia. “Nos anos de governo PT, os dois setores mais beneficiados foram as empreiteiras, devido à volta das grandes obras, e a educação, devido às políticas implementadas, desde a expansão das universidades federais ao estímulo ao setor privado através do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)”, observou Nassif. “Em relação às universidades federais, a fórmula já foi dada no caso da Universidade Federal de Santa Catarina. A CGU (Controladoria Geral da União) identifica qualquer irregularidade. Com base nisso, a Polícia Federal consegue autorização para condução coercitiva com humilhação pública das pessoas envolvidas. Nem será necessário identificar dolo ou crime. Basta um juiz e um procurador politicamente alinhados. Até hoje não se sabe qual o crime cometido pelo reitor da UFSC, levado ao suicídio.”

De fato, há uma mira certa apontada para as universidades federais, a qual vai ao encontro, inclusive, dos objetivos parcamente escamoteados nas ideias de educação do ministro da pasta, conforme ressaltado pela coordenadora da Secretaria-Geral da Contee, Madalena Guasco Peixoto, em texto publicado na Carta EducaçãoE há uma semana. “Por trás da concepção expressa por Vélez Rodríguez estão implícitas, na verdade, duas grandes intenções: a privatização das universidades públicas e o fim das políticas de inclusão como as cotas e o ProUni — programa cujo nome Universidade Para Todos, aliás, deve parecer ininteligível aos ouvidos do ministro”, destacou a diretora da Confederação.

A questão é que, como o próprio Nassif considerou, a Lava Jato da Educação esbarra também no Fies e, portanto, nos interesses do setor privado e dos grandes conglomerados do setor educacional, que, inclusive, atuaram no processo eleitoral e colaboram na sustenção ao governo. Vale lembrar que a vice-presidente da Associação Nacional de Universidades Privadas (Anup), Elizabeth Guedes, é irmã do ministro da Economia, Paulo Guedes, como também apontado por Madalena Guasco em artigo falando sobre a conveniência do parentesco para os privatistas do ensino e o desastre que isso representa para a educação.

Fonte:  ctb

 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
Rua Sebastião Ribeiro, 501 - CEP 17.201-180 - Centro - Jaú / SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br