Jaú   •  
   Página Inicial
   Associe-se
   Atendimentos
   Aniversariantes
   Acordos Coletivos
   Aviso Prévio
   Recolhimento da Contribuição Sindical
   Convenções Coletivas
   Colônia e Clube
   Código de Ética
   Convênios
   Contribuições Online
   Cursos / Palestras
   Diretoria
   Eventos
   Espião Forceps
   Fale Conosco
   Galeria de Fotos
   História
   Homologação
   Links Úteis
   LEI: Auxiliar x Técnico
   Localize
   Notícias
   Seguro de Vida
   Sindicato Forte
   Sisnaturcard
   Telefones Úteis
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mulheres serão as principais vítimas da reforma da Previdência


08/03/2019
A reforma da Previdência proposta por Bolsonaro traz uma aposentadoria injusta e atinge, principalmente, as mulheres. Nesta sexta (8), elas serão homenageadas no Brasil e no mundo. Por aqui, o ataque contra seus direitos será pauta na maioria das manifestações, que acontecerão em todo o País.

O texto apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, aumenta o tempo mínimo de contribuição para 20 anos. A idade mínima para as mulheres obterem o direito a aposentadoria sobe de 60 para 62 anos. Já o benefício será reduzido.

Prova da desigualdade já vivenciada pelas trabalhadoras é demonstrada por pesquisa do ano passado, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento indica que elas ganham em média 75% do que os homens recebem, apesar de realizarem o mesmo serviço.

Agência Sindical entrevistou a dra. Tonia Galetti, coordenadora do Departamento Jurídico do Sindicato Nacional dos Aposentados e Idosos (Sindnapi/ Força Sindical). A advogada destaca as principais maldades da reforma da Previdência contra as trabalhadoras.

Idade - A dra. Tonia afirma que a idade mínima de 62 anos, proposta pela reforma, vai acarretar na impossibilidade de aposentadoria para muitas mulheres. Ela explica: "Hoje, a maior parte já se aposenta por idade, não por tempo de contribuição. Isso porque elas não têm uma vida laboral tão homogênea e constante como a dos homens".

Pensão - A advogada diz que um ponto nevrálgico para as mulheres é a questão do pagamento de pensões por morte. Ela destaca que, caso a proposta seja aprovada, o pagamento integral de um segundo benefício não será permitido. Dra. Tonia questiona: "A mulher vai cortar no meio o valor do aluguel?"

Cálculos - A reforma de Bolsonaro também altera a base de cálculo do valor dos benefícios para todos os trabalhadores. Atualmente, o valor é definido com base nos 80% maiores salários de contribuição. "Isso reduz o valor das aposentadorias, prejudicando ainda mais as mulheres, que ganham menos", alerta.

Especiais - A Previdência proposta pelo governo iguala a idade mínima de 60 anos para professoras e professores. "A Constituição garante a igualdade entre homens e mulheres, mas, na prática, isso não ocorre. O que o governo quer é reforçar as desigualdades", diz a advogada.

Regressão - Dra. Tonia afirma que o Brasil vive um momento de regressão dos direitos da mulher. "Não há muito o que se comemorar neste 8 de Março. As agressões às mulheres crescem. Vemos escorrer pelos dedos as chances de igualdade", alerta.

Fonte: Agência Sindical
 
 
Sindicato da Saúde Jaú e Região
Rua Sebastião Ribeiro, 501 - CEP 17.201-180 - Centro - Jaú / SP
Fone (14) 3622-4131 - E-mail: sindsaudejau@uol.com.br