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Salário Mínimo já deveria ser de R$ 3.240,27, segundo DIEESE


07/10/2015

Todos os meses o DIEESE divulga a Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela instituição em 18 capitais.

Em setembro, a Cesta Básica mais cara do país foi a de Porto Alegre (R$ 385,70). A partir dos preços da cesta de valor mais elevado, o DIEESE também estima o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a remuneração mínima para que o trabalhador possa suprir os gastos de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, educação, vestuário, saúde, transporte, higiene e lazer.
Em setembro, o Salário Mínimo Necessário ficou em R$ 3.240,27, ou seja, 4,11 vezes o piso nacional vigente, de R$ 788,00.

CESTA BÁSICA

O DIEESE divulga hoje, 6 de outubro, os resultados da Pesquisa da Cesta Básica de Alimentos, realizada pela instituição em 18 capitais. Esta pesquisa, calcada em parâmetros constitucionais, mensura mensalmente o custo de uma cesta de alimentos com 14 itens básicos.

Em setembro, a Cesta Básica ficou mais barata em 13 capitas. As maiores retrações ocorreram em Belém (-4,56%) e Fortaleza (-3,88%). As maiores altas foram registradas em Vitória (0,99%) e Florianópolis (2,77%).

Em 12 meses, entre outubro de 2014 e setembro último, as 18 cidades acumularam alta no preço da cesta. As variações ficaram entre 4,70%, em Recife, e 20,19%, em Aracaju.

CESTA BÁSICA NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Em setembro, a cesta básica mais cara do país foi, novamente, a de Porto Alegre (R$ 385,70). Na cidade de São Paulo, segunda mais cara, a Cesta Básica custou R$ 383,21. Na comparação com agosto, os preços da cesta básica paulista caíram 0,73%. Em relação a setembro de 20014, entretanto, houve alta de 8,19%. No acumulado de 2015, os preços já subiram 15,04%.

Para adquirir a Cesta Básica, em setembro, o trabalhador que recebe um Salário Mínimo precisou gastar 52,86% de seu salário líquido (salário menos impostos) e teve que trabalhar 106 horas e 59 minutos.

A partir dos preços básicos, o DIEESE também apura o Salário Mínimo Necessário, ou seja, a remuneração mínima para que o trabalhador possa suprir os gastos de sua família com alimentação, moradia, educação, vestuário, saúde, transporte, higiene e lazer. Em setembro, o Salário Mínimo Necessário ficou em R$ 3.240,27, ou seja, 4,11 vezes o piso nacional vigente, de R$ 788,00.

 
 
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