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UGT e UNI Global discutem ampliação de cooperação entre as entidades


14/10/2015

Ricardo Patah, presidente nacional da União Geral dos Trabalhadores (UGT), juntamente com os vice-presidentes Laerte Teixeira da Costa e Lourenço Prado, se reuniu com Christy Hoffman, secretária Geral da UNI Global, que é a federação sindical que reúne entidades de diversas categorias profissionais em 140 países.

 
O encontro, que aconteceu sexta-feira (9), em São Paulo, teve como pauta o fortalecimento de ações que visam ampliação da cooperação entre as duas entidades. “A UGT é um dos pilares da UNI na América Latina, pois as duas entidades têm maior representatividade no setor do comérico,” explica Christy.
 
Segundo Patah, a UGT tem a cara da UNI e a representatividade que a central brasileira tem aumenta sua afinidade com a entidade internacional. “Acreditamos que já que estamos vivendo todo esse processo de globalização, a luta da classe trabalhadora também não pode se limitar às barreiras físicas impostas pelas fronteiras. Hoje as causas trabalhistas precisam ser igualmente globalizadas, por isso a UGT participa de lutas internacionais como a da UAW (United Auto Workers), que trava uma imensa batalha com a Nissan do Mississipi ou juntamente com a UFCW (United Food and Comercial Workers), nas questões relacionadas ao McDonalds e ao Walmart, entre outras ações”.
 
Sindicalismo na terra do Tio Sam
Para Christy, essas ações desenvolvidas por sindicatos norte-americanos, em parceria com entidades brasileiras, é um sinal de solidariedade tanto entre instituições que defendem os interesses trabalhistas, quanto pela sobrevivência da luta operária nos Estados Unidos, uma vez que o país conseguiu, com o passar dos anos, praticamente eliminar a luta trabalhista.
 
Preocupação global
Em 5 de outubro, após quase cinco anos de negociação Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura, Estados Unidos e Vietnã anunciaram o Tratado Transpacífico de Live Comércio (TPP, sigla em inglês).
 
O acordo, que depende da aprovação nos congressos dos países signatários para entrar em vigor, consiste em uma série medidas que ampliam a comercialização de produtos e serviços, pensando somente na lucratividade e prejudicando a classe trabalhadora. “Existe um mecanismo que permite uma empresa processar um país caso alguma lei faça essa empresa perder lucratividade. Isso impede o país de legislar,” explica Marina Silva, assessora da Secretaria de Integração para as Américas, que também participou do encontro.
 

Fonte: UGT

 
 
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