Â
Desde sua fundação em 2007, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) tem como um de seus pilares a luta pela igualdade de gênero e o respeito às mulheres trabalhadoras. Com uma secretaria dedicada ao tema — liderada por Maria Edna Medeiros, sindicalista atuante e referência nacional — a UGT promove ações pela equidade dentro do movimento sindical e no mercado de trabalho, defendendo igualdade salarial, condições dignas e o reconhecimento do protagonismo feminino.
Â
Â
Uma das principais bandeiras da UGT é a valorização da mulher em todas as esferas — da inclusão profissional ao combate ao machismo, que muitas vezes começa com atitudes sutis, como xingamentos e assédio, mas pode evoluir para agressões fÃsicas e psicológicas.
Â
Â
Neste 7 de agosto, a Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006) completa 19 anos. Avançamos, mas os desafios permanecem. A UGT segue comprometida com polÃticas públicas que promovam proteção, oportunidades e dignidade. Num paÃs que ainda convive com altos Ãndices de violência de gênero, é essencial que as entidades representativas tenham um papel ativo, promovendo mudanças estruturais e fortalecendo os espaços de escuta, acolhimento e protagonismo feminino.
Â
Â
Falar sobre esses temas é urgente. Dados da pesquisa Elas Vivem, da Rede de Observatórios de Segurança, mostram que, em 2024, 13 mulheres foram vÃtimas de violência por dia no Brasil. Nos estados monitorados (AM, BA, CE, MA, PA, PE, PI, RJ e SP), foram registradas 4.181 vÃtimas — um aumento de 12,4% em relação a 2023. Foram também contabilizados 531 feminicÃdios, o que significa uma mulher assassinada a cada 17 horas. Em 70% dos casos, os agressores eram companheiros ou ex-companheiros.
Â
Â
Ampliar a presença das mulheres no mundo do trabalho e garantir que suas vozes sejam ouvidas desde o primeiro sinal de violência são passos essenciais para transformar essa realidade. O Agosto Lilás nos lembra: proteger as mulheres é dever de toda a sociedade.
Â
Â
Â