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O número de casos de violência contra profissionais da saúde aumentou 39,6% na região de Campinas, em 2025. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP), foram 159 registros do tipo em 2024 e 222 no passado. Os números correspondem aos boletins de ocorrência em que a vÃtima era um profissional de saúde no ambiente de trabalho.
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Os funcionários do CS Centro, em Campinas (SP), realizaram uma paralisação, nesta segunda-feira (30), contra um episódio de violência registrado na última semana. O caso envolveu uma mulher em possÃvel surto durante atendimento médico. O acompanhante dela teria danificado um monitor da sala de atendimento, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal (STMC).
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A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Campinas (SinSaúde), Juliana Machado, afirmou que as agressões a profissionais da saúde ocorrem principalmente em prontos-socorros, onde há sobrecarga, superlotação e falta de insumos.
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Antes de mudar de profissão, a advogada Juliana Alves de Andrade trabalhou por 19 anos como técnica de enfermagem. Ela afirma que deixou a área por conta da pressão constante e da exposição à violência dentro das unidades de saúde.
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“Nós somos linha de frente. Então, todos os problemas que acontecem no atendimento de saúde, a população em geral acaba direcionando para a enfermagemâ€, relatou. Segundo ela, situações que envolvem demora no atendimento, regras da unidade ou problemas administrativos acabam recaindo sobre esses profissionais.
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No perÃodo em que atuou na área, Juliana disse ter presenciado episódios de violência - o mais grave, segundo ela, envolveu um colega de trabalho que foi atacado pelo acompanhante de um paciente depois de ter negado a entrada na unidade, seguindo regras do local.
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"O acompanhante o agrediu fisicamente, rasgou a roupa dele todinha. Agressão fÃsica eu nunca tinha presenciado até aquele momento, esse foi o de pior que eu vi", contou.
Hoje, Juliana faz um alerta para quem pensa em seguir carreira como técnico de enfermagem.
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“É uma profissão maravilhosa, mas é uma profissão de doação. É preciso colocar na balança o que de fato se busca para a vidaâ€, disse.
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Fonte: Sinsaúde Campinas e Região