
A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú, Edna Alves, esteve em Brotas na tarde de terça-feira (7/04) para averiguar notÃcia anônima de que haveria falta de funcionários e superlotação no pronto socorro do Hospital Santa Therezinha.
De fato, a dirigente do SindsaúdeJaú notou grande numero de pessoas na fila de atendimento, queixando-se por estarem à espera há muito tempo. Edna Alves disse que procurou a coordenação do Pronto Socorro para pedir esclarecimentos sobre escala de funcionários e demanda de atendimento.
Poucos minutos depois da chegada do Sindicato ao hospital, surgiu um “calhamaço†de fichas de pacientes nas mãos do médico, que começou a chamar os pacientes para serem atendidos. “Era um atrás do outro. E rapidinho saiam com a receita na mãoâ€.
Ao Sindicato, a coordenadora do PS mostrou uma escala e disse que segue o dimensionamento estabelecido pelo Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem).
Escala falha - Ao observar a escala, Edna notou a ausência de vários funcionários do setor por motivos como férias, afastamento por atestado e até falta injustificada. “O Coren fala em dimensionamento, mas não fiscaliza o dia a dia de cada hospital. Cabe à gestão do hospital analisar a demanda e ampliar o número de profissionaisâ€.
Edna questiona o motivo da superlotação e da fila que não andava . “Com base no que o hospital argumenta, então se não tiver faltando funcionário pode estar faltando médicoâ€. É preciso averiguar e corrigir, segundo ela, “Do jeito que está prejudica a população e os funcionários, que fica sobrecarregados e trabalham sob pressão, podendo afetar sua saúde mental.â€
Acesso negado – Em relação à s alas internas, a presidente Edna Alves não conseguiu averiguar se tinha funcionários em número suficientes para atender aos pacientes. “O Sindicato não foi autorizado a entrar. O RH negou o acesso dizendo que cumpre ordem da administraçãoâ€, falou a dirigente.
Ela lembra que pela lei o sindicato precisa ter acesso aos trabalhadores para poder fiscalizar questões que envolvem a categoria. “Hospital que não deixa o Sindicato entrar dá a entender que tem algo erradoâ€, finalizou.