
Tudo começou com uma reclamação ao Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Jaú de que estaria ocorrendo mudanças forçadas na jornada de trabalho no setor da cozinha do Hospital Thereza Perlatti. A presidente do SindsaúdeJaú, Edna Alves, agendou uma reunião para esta quarta-feira (8/04) com a gestão do hospital para tratar da questão e de outras demandas envolvendo funcionários da instituição. A reunião virou uma visita técnica pelas dependências que estão passando por melhorias.
Edna Alves se reuniu com o gestor do Hospital Thereza Perlatti, Andrey Negroni Martins. Visitou a cozinha e conversou com as funcionárias do local. Ficou constatada que teve sim mudança de jornada de 6 horas diárias para 12 x 36, mas apenas para funcionárias que concordaram. Edna disse que parte migrou para a jornada nova, com duas folgas mensais, e duas funcionárias permaneceram na jornada que estavam, ou seja, 6 horas por dia com cinco folgas mensais
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LEGISLAÇÃO - A mudança proposta pelo Hospital Perlatti vem após a legislação determina que as mulheres precisam folgar ao menos dois domingos por mês. Alegando dificuldade em fazer a escala, o Perlatti, como outros hospitais da base, decidiram adotar de forma ampla a jornada 12 x 36.
“Funcionário não é obrigado a aceitar a mudança de jornada. Ele pode recusar e continuar fazendo a jornada pela qual foi contratadoâ€, avisa Edna Alves. O funcionário rambém não pode ser prejudicado na sua vida pessoal ou profissional, caso tenha outro emprego, filhos em escolas ou algo do tipo.
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PRESSÃO DA CHEFIA - A dirigente do SindsaúdeJaú ressaltou que é importante funcionários se manifestares sobre isso, caso percebam que esteja ocorrendo pressão para forçar a mudança de jornada.
“O SindsaúdeJaú vai averiguar, como fizemos aqui no Hospital Perlatti e em outros hospitais. Perguntamos se alguém mudou por causa da suposta pressão e ninguém se manifestou. Sabemos que existe o medo da represália, mas o Sindicato precisa saber a real situação para tomar providências, caso necessário.â€
FGTS - Em relação ao atraso no depósito do FGTS, o gestor do hospital disse que está conseguindo depositar os valores atuais e os valores não depositados até o ano passado estão em sendo negociados com a Caixa, O SindsaúdeJaú tem ação de cobrança do FGTS tramitando na Justiça, como também de outras verbas não pagas, como reposição salarial e adicional de insalubridade.
BENEFÃCIOS – Na reunião, que teve ainda a presença de funcionárias da administração (Renata) e da nutrição (Amanda), também se discutiu uma melhoria nos valores do vale-alimentação, que hoje é de R$ 215,00. “Cobramos um valor maior, que ficou de ser estudado para algo semelhante ao que ocorre na Santa Casa de Jahu, com um bônus assiduidadeâ€, falou Edna.
A saúde do trabalhador foi tema de discussão, com Edna Alves colocando a estrutura do Sindicato à disposição do hospital, caso este decida fornecer atendimentos psicológicos, médico ou outros procedimentos que a SindclÃnica conta atualmente. “O que mais afeta atualmente é a saúde mental dos trabalhadores, que não se sentem seguros em serem atendidos por profissional que atua no próprio hospitalâ€.
VISITA TÉCNICA - Edna Alves visitou as dependências e Andrey Negroni citou melhorias que estão sendo feitas, como pintura de alas, adaptações em vários locais, mudança da cantina, melhorias na cozinha... Ainda tem reformas em telhado para acabar com as infiltrações, mas as obras avançam graças às emendas de parlamentares.