

O Sinsaúde Campinas e Região realiza, no dia 11 de maio, o Fórum “Saúde do Trabalhador em 1º Lugar”, reunindo especialistas, autoridades e representantes de instituições estratégicas para debater os principais desafios enfrentados pelos trabalhadores da saúde. O encontro acontece das 8h às 16h, no Hotel Nacional Inn, em Campinas, com uma programação voltada à construção de propostas e ao fortalecimento da proteção no ambiente de trabalho.
O primeiro painel, das 9h30 às 12h, aborda temas centrais que impactam diretamente a categoria. Entre os destaques estão a análise dos problemas que atingem a saúde dos trabalhadores da saúde, com o professor-doutor e Procurador Regional do Trabalho aposentado, Raimundo Simão de Melo; a nova NR-1 e a gestão dos riscos psicossociais, com o auditor fiscal do Trabalho Rodrigo Vaz, que participou da atualização da norma; o enfrentamento ao assédio moral e sexual na área da saúde, com a procuradora do Trabalho Danielle Olivares Corrêa; e a saúde mental dos profissionais, tema que será tratado pela psicóloga Carolina de Moura Grando, especialista em Trabalho, Saúde e Ambiente.
O evento retoma com o segundo painel das 13h30 às 16h, com o tema “O papel das instituições na prevenção de riscos ambientais do trabalho na saúde”. Participam o engenheiro de Segurança do Trabalho do Sinsaúde Campinas, Marcelo Rodrigues Serafim; o gerente regional do Trabalho em Campinas, Carlos Alberto de Oliveira; a diretora técnica da Divisão de Saúde do Trabalhador do CEREST Estadual, Simone Alves dos Santos; o procurador regional do Trabalho e vice-procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Campinas, Ronaldo José Lira; e o desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região, Carlos Eduardo de Oliveira.
O Fórum conta com apoio da UGT e da UNI Global Union e reforça a importância da articulação entre entidades sindicais e órgãos públicos na construção de políticas efetivas de proteção à saúde do trabalhador.
A vice-presidente do Sinsaúde Campinas e Região, Juliana Machado, destaca a importância do Fórum como espaço de mobilização e construção coletiva. Não podemos naturalizar o adoecimento dos trabalhadores da saúde, estamos falando de profissionais que cuidam da vida, mas que muitas vezes exercem suas funções em condições precárias, sob pressão constante e expostos a riscos físicos e psicológicos. Esse encontro é fundamental para dar visibilidade a essa realidade e, principalmente, para construir caminhos concretos de enfrentamento", afirma.